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Mísseis russos passam perto de Chernobyl, Ucrânia alerta para risco de acidente

Ucrânia afirma que mísseis Kinzhals passaram a cerca de 20 km de Chernobyl e Khmelnytskyi, aumentando o risco de incidente nuclear e de intimidação

Além da usina desativada de Chernobyl, a Ucrânia tem quatro usinas nucleares
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  • A Ucrânia afirma que mísseis hipersônicos russos Kinzhals voaram perto da usina desativada de Chernobyl e da usina de Khmelnytskyi, aumentando o risco de acidente grave.
  • O procurador-geral Ruslan Kravchenko disse que trinta e cinco Kinzhals foram detectados a várias distâncias, com dezoito passando a cerca de vinte quilômetros de ambos os locais no mesmo voo.
  • Kravchenko afirmou que os lançamentos não têm explicação militar e configuram intimidação e terror contra instalações nucleares.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que costuma monitorar atividades militares perto de usinas nucleares e reforçou a necessidade de contenção perto desses locais.
  • O míssil Kinzhal transporta uma ogiva de quinhentos quilogramas, viaja a cerca de 6.500 quilômetros por hora, e houve três casos em que os mísseis teriam caído no solo a cerca de 10 quilômetros da usina de Khmelnytskyi.

Durante ataques à Ucrânia, a Rússia enviou mísseis hipersônicos Kinzhals e drones em rotas próximas a usinas nucleares, segundo denúncias das autoridades ucranianas. Trinta e cinco lançamentos foram detectados a várias distâncias de instalações críticas, incluindo a desativada usina de Chernobyl.

O procurador-geral ucraniano Ruslan Kravchenko detalhou a operação não previamente divulgada perto de centrais nucleares. A notícia ocorre em meio à preparação da Ucrânia para o 40º aniversário do desastre de Chernobyl, em 26 de abril de 2026.

Além de Chernobyl, o território ucraniano abriga quatro usinas nucleares, incluindo a maior da Europa, em Zaporizhzhia, ocupada desde 2022. As informações apontam que Khmelnytskyi, no oeste, também ficou no trajeto dos Kinzhals.

Contexto

Kravchenko afirmou que três lançamentos resultaram na queda de mísseis perto da usina de Khmelnytskyi, a cerca de 10 km do local. Em outros casos, os mísseis não teriam sido interceptados, sem detalhar se houve danos.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou acompanhamento da atividade militar nas proximidades de usinas nucleares, ressaltando a necessidade de contenção para evitar riscos de segurança nuclear. O diretor-geral Rafael Grossi expressou preocupação com esse tipo de operação.

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