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Peru adia compra de caças dos EUA e ministros renunciam

Peru adia compra de caças F-16 dos EUA; ministros da Defesa e das Relações Exteriores renunciam, gerando incerteza sobre o acordo

Presidente interino do Peru, José Balcázar, após ser escolhido para liderar o país, em fevereiro
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  • O presidente interino do Peru, José María Balcázar, adiou a compra de caças F-16 dos Estados Unidos para o próximo governo, enquanto há expectativa sobre o segundo turno das eleições.
  • Os ministros da Defesa, Carlos Diaz, e das Relações Exteriores, Hugo de Zela, renunciaram às suas funções na quarta-feira.
  • O acordo previa pagamento inicial de cerca de US$ 2 bilhões, seguido por US$ 1,5 bilhão; havia um pagamento programado para quarta-feira, segundo relatos.
  • Zela afirmou que Balcázar mentiu sobre contratos assinados e que houve confusão sobre as negociações; Balcázar disse que a discussão é sobre o próximo governo conhecer as negociações.
  • O acordo envolve a Lockheed Martin, com apoio do Departamento de Estado americano; Balcázar havia cancelado uma cerimônia de assinatura na sexta anterior.

O Peru adiou a compra de caças F-16 dos EUA sob o governo interino de José Balcázar. A medida suspende o acordo até que o próximo governo esteja em funcionamento, em meio à indefinição eleitoral e à contagem de votos do primeiro turno.

Os ministros Carlos Díaz, da Defesa, e Hugo de Zela, das Relações Exteriores, renunciaram na quarta-feira. Balcázar afirmou que a decisão de prorrogar o negócio foi tomada para que o novo governo conheça as negociações.

Segundo De Zela, o acordo prevê uma primeira parcela de cerca de US$ 2 bilhões, seguida de uma etapa adicional de US$ 1,5 bilhão. O ministro informou que o pagamento inicial estava previsto para a semana, mas não divulgou o valor.

Balcázar negou ter mentido sobre contratos firmados, afirmando que o tema é apenas a necessidade de o novo governo entender as negociações. Díaz disse ter divergências estratégicas com a decisão de adiamento.

A renúncia de Díaz ocorreu após ele ter sido chamado à Comissão de Defesa do Congresso para esclarecer a suspensão. O governo destacou que a decisão é estratégica para a segurança nacional, segundo a carta de saída do ministro.

Entre os concorrentes à compra estão as empresas dos EUA, com a Lockheed Martin como principal contratante, associada à GE Aerospace e à RTX. A possível venda foi aprovada pelo Departamento de Estado americano em 2023, no valor estimado de US$ 3,42 bilhões.

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