- O presidente Gustavo Petro suspendeu, na terça-feira, 21, as negociações com uma das principais guerrilhas do país, liderada por Calarcá, chefe do Estado-MMaior de Blocos, em uma região que inclui a fronteira com a Venezuela e a Amazônia.
- O Clã do Golfo informou que não pretende assinar um acordo de paz com o governo de Petro, mesmo mantendo diálogo desde 2023 com Calarcá.
- Petro pediu ao Conselheiro Presidencial de Paz, Otty Patiño, que revise as negociações, dizendo que a paz precisa ser baseada em acordos sérios e não em mentiras.
- Outras dissidências, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e Iván Mordisco, também viram seus diálogos interrompidos, com ataques continuados em áreas de atuação.
- Analistas apontam fortalecimento de grupos armados sob a estratégia de “paz total”; as eleições de 31 de maio aumentam a pressão sobre o governo para resultados.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, interrompeu nesta terça-feira as negociações com uma das principais dissidências das Farc, liderada por Calarcá. A medida ocorre pouco antes do fim de seu mandato e soma-se a uma sequência de rupturas em negociações iniciadas por seu governo.
Petro anunciou a revisão das condições de diálogo, após cobrar cumprimento de acordos para evitar desmatamento e evitar ataques contra forças de segurança. O objetivo é buscar um modelo de paz baseado em bases firmes, segundo o presidente.
O Clã do Golfo, maior organização de narcotráfico do país, descartou assinar acordo de paz com o governo, mantendo diálogos no Qatar. O grupo afirma que o processo deve avançar com o Estado e não apenas com o governo.
A atuação de outras dissidências e impactos
O governo também tentava encerrar conflitos com o Exército de Libertação Nacional (ELN), porém as negociações foram interrompidas após um ataque fronteiriço que deixou vítimas. A Farc sob Iván Mordisco também rompeu diálogos e intensificou ataques.
Analistas apontam que a estratégia de “paz total” de Petro fortaleceu esses grupos, gerando críticas de opositores. A proximidade das eleições acentuou a pressão sobre o presidente, que enfrenta sanções internacionais em temas de narcotráfico.
Entre na conversa da comunidade