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PF usa princípio da reciprocidade com agente dos EUA

PF retira credenciais de agente dos EUA em Brasília em resposta à expulsão de delegado da PF, sob o princípio da reciprocidade

Fachada da sede Policia Federal em Brasilia, com viaturas na saida da garagem, após o ex-presidente Jair Bolsonaro PL chegar para prestar depoimento – Metropoles 3
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  • A Polícia Federal retirou as credenciais de um agente dos EUA que atuava na sede da PF, em Brasília, nesta quarta-feira, 22 de abril.
  • A medida foi justificada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, como aplicação do princípio da reciprocidade, em resposta à expulsão do delegado da PF Marcelo Ivo pelos EUA.
  • Na explicação, Andrei afirmou ter adotado a decisão com pesar e destacou que a reciprocidade busca manter tratamento equivalente entre as partes.
  • Marcelo Ivo foi expulso dos Estados Unidos por ter fornecido informações que contribuíram para a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território americano.
  • A permanência de Marcelo Ivo no cargo estava prevista para terminar em agosto, estando a saída já programada pelo governo brasileiro.

A Polícia Federal retirou nesta quarta-feira (22/4) as credenciais de um agente dos EUA que atuava na sede da PF, em Brasília. A decisão, anunciada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, foi tomada com base no “princípio da reciprocidade” após o governo Trump expulsar o delegado da PF Marcelo Ivo. O ato visa manter tratamento igualitário entre os dois países.

O princípio da reciprocidade é usado na diplomacia para equilibrar ações entre nações, respondendo de forma semelhante a medidas tomadas por cada país. Na PF, costuma pautar decisões envolvendo vistos, cooperação policial e tratamento a representantes estrangeiros.

Marcelo Ivo foi expulso dos EUA por informações que contribuíram para a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território americano. A expulsão já estava determinada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, segundo informações publicadas pela imprensa.

O delegado brasileiro já estava com a saída programada do país, com vigência prevista até agosto de 2024. A PF informou que a medida contra o agente americano também faz parte de ajustes na cooperação entre as instituições.

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