- Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e atual chefe da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, é uma das quatro candidatas ao cargo de secretária-geral da ONU.
- Ela disse que a promoção da paz será sua primeira prioridade, prometendo agir para levar sinais de paz antes dos conflitos e dialogar com todas as partes envolvidas.
- Grynspan também afirmou que defenderá reformas na ONU como segunda prioridade, pois a confiança na organização vem caindo e o tempo para restaurá-la é curto.
- O posto exige um mandato de cinco anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco, para substituir António Guterres; entre os concorrentes estão Michelle Bachelet, Rafael Grossi e Macky Sall.
- A fala ocorreu durante audiência na ONU em Nova York, em meio a pressões de grandes potências por reforma, redução de custos e maior relevância da organização.
Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, é candidata a secretária-geral da ONU. Ela prometeu, em audiência na ONU em Nova York, que a promoção da paz será sua prioridade, caso seja escolhida, e que o tempo para restaurar a confiança no órgão é curto.
A candidata afirmou que a ONU tem como propósito promover a paz e que atuará como pacificadora: chegará antes dos conflitos, visitará locais de guerra e dialogará com as partes envolvidas, trabalhando junto ao Conselho de Segurança e aos Estados-membros para facilitar mediação.
Ela concorre a um mandato de cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco, para suceder António Guterres. A organização enfrenta crise de relevância e pressão por reformas, incluindo redução de custos, sem perder impacto global.
Candidatos e propostas
Além de Grynspan, disputam o cargo Michelle Bachelet, Rafael Grossi e Macky Sall. Na audiência, Bachelet destacou apoio aos direitos das mulheres, em meio a questionamentos no Congresso dos EUA sobre sua candidatura. Grossi afirmou que a reforma está indo na direção certa, mas ainda é o começo.
Contexto institucional
Existe uma norma não escrita de que o secretário-geral não deve vir dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, para evitar concentração de poder, embora o apoio desses países seja crucial. O processo de seleção é longo e envolve consenso entre Estados-membros.
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