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Trump enfrenta dilemas parecidos com críticas ao acordo com o Irã de Obama

Trump negocia acordo com o Irã que criticou no passado, buscando desbloquear ativos iranianos e ampliar tópicos como mísseis, com cessar-fogo incerto

O presidente americano Donald Trump e o ex-presidente Barack Obama durante reunião no Salão Oval em 10 de novembro de 2016.
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  • Trump avalia concessões para encerrar o conflito com o Irã, incluindo o desbloqueio de cerca de vinte bilhões de dólares em ativos iranianos congelados.
  • Teerã mantém o programa de enriquecimento de urânio e rejeita interromper, com estimativa de mais de quatrocentos quilos de urânio enriquecido a até 60% de pureza.
  • O presidente afirma que o acordo não terá as falhas do JCPOA, de 2015, e promete um pacto “MUITO melhor” que trará paz a várias regiões.
  • Há interesse em ampliar o conteúdo do acordo para incluir mísseis do Irã e seu apoio a Hamas e Hezbollah, o que pode tornar as negociações mais complexas.
  • Enquanto isso, o cessar-fogo com o Irã foi estendido por algumas horas; a Guarda Revolucionária afirma ter interceptado dois navios no Estreito de Ormuz, em meio a negociações em Islamabad sem resultados.

Donald Trump sinalizou que pode abrir concessões para encerrar o conflito com o Irã, iniciado após ataques de fevereiro. O objetivo é fechar um acordo similar ao que criticou em 2015, porém com ajustes que não repetiriam as falhas apontadas por ele no JCPOA.

Entre as propostas em discussão estaria o desbloqueio de cerca de 20 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados. Teerã, por sua vez, continua resistente a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, ponto central das críticas republicanas ao pacto de 2015.

Trump afirma, pelas redes sociais, que o acordo em gestação não terá as falhas do acordo de Obama e que será “muito melhor”. Ele assegura que, caso haja um acordo, trará paz não apenas ao Oriente Médio, mas a nível global.

Além da matéria nuclear, o conjunto de negociações pode contemplar o programa de mísseis e o apoio iraniano a aliados regionais como Hamas e Hezbollah, temas que não faziam parte do JCPOA. Especialistas destacam que ampliar o escopo aumenta a complexidade.

Nesta terça-feira, o presidente anunciou estender um cessar-fogo com o Irã até a apresentação de uma proposta por Teerã, mantendo, porém, o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz. A medida chega em meio a incertezas sobre o andamento das negociações.

A Guarda Revolucionária Islâmica informou nesta quarta-feira que interceptou dois navios no Estreito de Ormuz e os conduziu a waters iranianas, em alerta sobre violações. O anúncio não foi confirmado oficialmente pelo governo do Irã sobre a extensão do cessar-fogo.

Desde o início do conflito, em fevereiro, ocorreram negociações em Islamabad sem resultados. O Paquistão atua como mediador para organizar novas rodadas, em meio a perdas humanas e impactos econômicos globais.

A situação segue envolta em incertezas, com diferentes partes discutindo condições, prazos e instrumentos que possam representar um acordo estável para a região. As próximas etapas ainda não foram anunciadas oficialmente.

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