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UE quase aprova empréstimo de €90 bilhões à Ucrânia após veto da Hungria

UE pode aprovar empréstimo de noventa bilhões de euros para a Ucrânia após fim do impasse com a Hungria, com o fluxo de petróleo restabelecido

Volodymyr Zelenskyy pictured earlier this month. He confirmed yesterday that the Druzhba pipeline has been repaired and is ready to be used again.
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  • A União Europeia está próxima de aprovar o empréstimo de €90 bilhões para a Ucrânia, após quatro meses de veto da Hungria.
  • Zelenskyy confirmou que o oleoduto Druzhba, que leva petróleo russo para Hungria e Eslováquia, foi reparado e pode voltar a operar.
  • A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse esperar uma decisão positiva nas próximas 24 horas.
  • Embaixadores dos 27 membros se reúnem para discutir a liberação do empréstimo, que ficou travado por causa da Hungria do premiê em saída Viktor Orbán.
  • O novo governo húngaro, de Péter Magyar, mantém a posição de que as entregas devem recomeçar antes da liberação do pagamento; o acordo original foi definido em dezembro.

Após meses de divergências públicas entre a Ucrânia e a Hungria, a União Europeia pode aprovar hoje, pela segunda vez, o empréstimo de 90 bilhões de euros para Kyiv. O acordo foi iniciado no Conselho Europeu de dezembro, mas ficou travado.

O péngulo central envolve a Hungria, com o primeiro-ministro saída Viktor Orbán, que condicionou o pagamento à restauração dos fornecimentos de petróleo via oleoduto Druzhba. O oleoduto liga a Rússia à Hungria e à Eslováquia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy informou ontem que o Druzhba foi reparado e está pronto para uso. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, declarou esperar uma decisão positiva nas próximas 24 horas.

Progresso do empréstimo

Nesta manhã, em Bruxelas, embaixadores dos 27 membros discutem a liberação do empréstimo. A indefinição vinha justamente do posicionamento de Orbán, que aguarda sinal verde de uma nova gestão governamental que assuma o compromisso.

A transição na Hungria, com o governo de Péter Magyar, mantém a mesma linha: as entregas devem ser retomadas antes do pagamento. O Kyiv precisa dos recursos para sustentar a defesa, assunto discutido por Zelenskyy com líderes da UE na noite anterior.

Perspectivas e impactos

Enquanto a decisão se desenha, o comissário de energia da UE, Dan Jørgensen, deve oferecer hoje avaliações sobre impactos da crise no Oriente Médio para a Europa. A economia e a segurança energética estão entre os temas em pauta.

A agência de relações exteriores da UE informou que a decisão depende de garantias de entrega estáveis e de cumprimento de compromissos entre as partes. A data exata da assinatura ainda não foi anunciada.

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