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Apenas 24% das libertações de presos políticos na Venezuela foram pela Anistia

Foro Penal diz que apenas 24,21% das libertações por anistia desde 8 de janeiro de 2026; restante ocorreu por outros dispositivos, mantendo 473 presos políticos detidos

A ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (Foto: Henry Chirinos/EFE)
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  • A ONG Foro Penal afirma que apenas 24,21% das libertações de presos políticos na Venezuela ocorreram por meio da Lei de Anistia.
  • Desde 8 de janeiro de 2026, foram 768 libertações, das quais 186 resultaram da anistia.
  • A Lei de Anistia foi aprovada pelo Legislativo venezuelano em fevereiro, mas a ONG afirma que não houve divulgação oficial da lista de beneficiados.
  • A ONG aponta que a lei abrange prisões a partir de 1999 envolvendo 13 eventos em 13 anos diferentes, e que o governo diz que muitos casos não são de natureza política.
  • O balanço mais recente aponta 473 presos políticos ainda detidos na Venezuela.

A ONG Foro Penal informou nesta quarta-feira que apenas 24,21% das libertações de presos políticos na Venezuela foram realizadas por meio da Lei da Anistia, aprovada pelo Legislativo em fevereiro. Os registros são baseados no período desde 8 de janeiro de 2026.

O diretor e vice-presidente da Foro Penal, Gonzalo Himiob, disse pela rede social X que, segundo seus registros, 24,21% das libertações partiram da anistia. A ONG afirma que não houve publicação oficial com a lista de beneficiados.

Foro Penal aponta o total de libertações desde 8 de janeiro em 768, sendo 186 em decorrência da anistia. A organização reforça que a lei não abrange a maioria dos presos considerados políticos pela oposição e por ONGs.

Contexto da Lei da Anistia

A entidade explica que a Lei da Anistia contempla presos a partir de 1999, mas apresenta critérios restritivos, limitando a liberdade a participantes de 13 eventos em 13 anos. O regime chavista sustenta que muitos detentos não são políticos, e sim acusados de crimes comuns.

Ainda conforme o balanço mais recente, divulgado na segunda-feira, 20, o país mantém 473 presos políticos. A ONG destaca que os números podem variar com novas liberações ou revisões judiciais.

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