- Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos suspeitos de liderar um esquema de fraude migratória, com movimentação estimada de US$ 20 milhões e centenas de imigrantes atingidos.
- A empresa Legacy Imigra era apresentada como agência de regularização migratória e pedidos de asilo e é investigada por fraude, organização criminosa, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
- Presos: Vagner Soares de Almeida, 53 anos; Juliana Colucci, 43; e dois sócios, Ronaldo De Campos, 34, e Lucas Felipe Trindade Silva, 34.
- O esquema supostamente criava contas de e-mail em nome dos clientes, controlava documentos sensíveis e retinha autorizações de trabalho para cobrar taxas adicionais; valores variavam entre US$ 2.500 e US$ 26 mil.
- Sete vítimas já registraram acusações; Estados envolvidos incluem Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey; autoridades de segurança interna e a Procuradoria-Geral da Flórida conduzem a investigação.
Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos sob suspeita de chefiar um esquema de fraude e extorsão ligado a serviços de imigração. As autoridades dizem que o grupo movimentou cerca de US$ 20 milhões e prejudicou centenas de imigrantes. O caso envolve a empresa Legacy Imigra, apresentada como responsável por regularização migratória e pedidos de asilo.
Entre os presos estão Vagner Soares de Almeida, 53 anos, e Juliana Colucci, 43, apontados como responsáveis pela empresa, além de Ronaldo De Campos, 34, e Lucas Felipe Trindade Silva, 34. Eles são investigados por fraude, organização criminosa, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
Investigação aponta que a empresa criava contas de e-mail em nome dos clientes e controlava documentos como autorizações de trabalho. Em alguns casos, documentos eram retidos para pressionar o pagamento de taxas adicionais.
Vítimas relataram pagamentos que variaram de US$ 2.500 a US$ 26 mil pelos serviços. Um relato descreve gasto de US$ 2.500 por um pedido de asilo não protocolado corretamente, seguido de cobrança de US$ 500 para liberar a autorização de trabalho.
Desdobramentos e alcance da operação
A apuração teve início após denúncia de profissional ligado a uma associação de advogados local. Sete vítimas já formalizaram acusações e moram em estados como Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey.
A operação envolveu autoridades de segurança interna e a Procuradoria-Geral da Flórida. Investigadores afirmam que o número de vítimas pode ser maior e pedem que outras pessoas afetadas procurem as autoridades.
Imigrantes que colaborarem com as investigações podem solicitar visto de permanência nos EUA, conforme a legislação local para casos de cooperação com autoridades.
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