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Brasileiros são presos nos EUA por fraude migratória de US$ 20 milhões

Brasileiros detidos nos EUA sob suspeita de fraude migratória movimentando US$ 20 milhões com extorsão e retenção de documentos que afetaram centenas de imigrantes

Agentes do ICE estão ao lado de um menino, identificado por uma testemunha como Liam Conejo Ramos, de cinco anos, que, segundo autoridades escolares, foi detido em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 20 de janeiro de 2026. Rachel James/via REUTERS
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  • Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos suspeitos de liderar um esquema de fraude migratória, com movimentação estimada de US$ 20 milhões e centenas de imigrantes atingidos.
  • A empresa Legacy Imigra era apresentada como agência de regularização migratória e pedidos de asilo e é investigada por fraude, organização criminosa, extorsão e exercício ilegal da advocacia.
  • Presos: Vagner Soares de Almeida, 53 anos; Juliana Colucci, 43; e dois sócios, Ronaldo De Campos, 34, e Lucas Felipe Trindade Silva, 34.
  • O esquema supostamente criava contas de e-mail em nome dos clientes, controlava documentos sensíveis e retinha autorizações de trabalho para cobrar taxas adicionais; valores variavam entre US$ 2.500 e US$ 26 mil.
  • Sete vítimas já registraram acusações; Estados envolvidos incluem Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey; autoridades de segurança interna e a Procuradoria-Geral da Flórida conduzem a investigação.

Quatro brasileiros foram presos nos Estados Unidos sob suspeita de chefiar um esquema de fraude e extorsão ligado a serviços de imigração. As autoridades dizem que o grupo movimentou cerca de US$ 20 milhões e prejudicou centenas de imigrantes. O caso envolve a empresa Legacy Imigra, apresentada como responsável por regularização migratória e pedidos de asilo.

Entre os presos estão Vagner Soares de Almeida, 53 anos, e Juliana Colucci, 43, apontados como responsáveis pela empresa, além de Ronaldo De Campos, 34, e Lucas Felipe Trindade Silva, 34. Eles são investigados por fraude, organização criminosa, extorsão e exercício ilegal da advocacia.

Investigação aponta que a empresa criava contas de e-mail em nome dos clientes e controlava documentos como autorizações de trabalho. Em alguns casos, documentos eram retidos para pressionar o pagamento de taxas adicionais.

Vítimas relataram pagamentos que variaram de US$ 2.500 a US$ 26 mil pelos serviços. Um relato descreve gasto de US$ 2.500 por um pedido de asilo não protocolado corretamente, seguido de cobrança de US$ 500 para liberar a autorização de trabalho.

Desdobramentos e alcance da operação

A apuração teve início após denúncia de profissional ligado a uma associação de advogados local. Sete vítimas já formalizaram acusações e moram em estados como Flórida, Carolina do Sul, Connecticut e Nova Jersey.

A operação envolveu autoridades de segurança interna e a Procuradoria-Geral da Flórida. Investigadores afirmam que o número de vítimas pode ser maior e pedem que outras pessoas afetadas procurem as autoridades.

Imigrantes que colaborarem com as investigações podem solicitar visto de permanência nos EUA, conforme a legislação local para casos de cooperação com autoridades.

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