- Uma mulher britânica, conectada ao documentário Con Mum, recebeu neste mês 34 novas acusações em Singapura, elevando o total para 39.
- O conjunto de vítimas já chega a 14, incluindo o chef pasteleiro Graham Hornigold, filho do passado que aparece no documentário.
- Segundo as acusações, ela enganou homens para que pagassem centenas de milhares de dólares, dizendo que reembolsaria com a herança de uma família real de Brunei e que seria sua madrasta.
- Entre as promessas estavam compra de bens — como carros de luxo e imóveis em Singapura — mediante o pagamento de “taxas de processamento”.
- Hanna responde a acusações de estelionato e fraude por representação falsa, com pena potencial de até 20 anos de prisão; a audiência de preparação de julgamento estava marcada para maio.
A britânica Dionne Marie Hanna, famosa por aparecer no documentário Con Mum, foi alvo de novas acusações em Singapura. Ela já respondia a acusações de fraude por supostamente enganar várias pessoas, inclusive o filho, para financiar um estilo de vida luxuoso. Na quinta-feira, recebeu 34 novas acusações, elevando o total para 39.
Segundo as acusações, Hanna teria levado vítimas a transferirem dinheiro alegando reembolso por meio de uma herança ligada à família real de Brunei. O número de supostos prejudicados cresce para 14, conforme a imprensa local Channel NewsAsia.
Entre as vítimas está Graham Hornigold, chef londrino que já trabalhou em restaurantes com estrelas Michelin e é filho de Hanna. Os novos autos apontam que Hanna teria induzido um homem a pagar verbas expressivas para custear despesas em seu nome, com promessa de reembolso e de torná-lo padrinho de casamento.
Outra acusação diz respeito a uma mulher para quem Hanna prometeu comprar bens, incluindo carros Lexus e Aston Martin, além de um imóvel em Sentosa Cove, em Singapura, mediante pagamento de “taxas de processamento”.
Hanna já era acusada de convencer três homens, na Singapura e na França, a transferirem recursos a suas contas, sob pretexto de custear honorários legais e a abertura de novas contas bancárias. Ela alegava estar terminalmente doente e afirmava que reembolsaria via herança, além de alegar laços com a família real de Brunei.
Em troca do dinheiro, a britânica prometia doar milhões de dólares a uma mesquita e a uma organização muçulmana em Singapura, conforme testemunhado no processo. As acusações incluem estelionato e fraude por representação falsa, com penas de até 20 anos de prisão.
O caso chegou a uma fase de preparação de julgamentos, com uma conferência prévia marcada para maio. Con Mum, lançado pela Netflix em 25 de março, acompanha a reaproximação de Hornigold com Hanna no Reino Unido, após a suposta confirmação de maternidade pela DNA.
O documentário mostra que Hanna, apresentando-se como filha ilegítima do sultão de Brunei, presenteava Hornigold, a então parceira dele e amigos com bens de alto valor. A relação se desgastou, com Hornigold relatando prejuízos de centenas de milhares de libras.
A produção também sugere que Hanna já havia sido condenada no Reino Unido por furto de loja e fraude, em relatos apresentados no documentário. A justiça de Singapura continua apurando as acusações e rastreando os destinos do dinheiro supostamente desviado.
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