- Cuba recebeu cento mil toneladas de petróleo russo, a primeira grande remessa desde o corte de combustível pelos Estados Unidos.
- O navio-tanque Anatoly Kolodkin descarregou cerca de sete hundred mil barris na Baía de Matanzas, no final de março, desafiando o bloqueio americano.
- O petróleo refinado em gasolina, diesel e óleo combustível começou a sair da refinaria de Cienfuegos em dezessete de abril.
- O alívio é considerado curto: o ministro da Energia informou que seriam necessários oito navios como esse por mês para atender as necessidades do país; o estoque atual duraria apenas alguns dias.
- A Rússia prepara outra entrega de combustível; os EUA mantêm pressão sobre Cuba, que afirma não abrir mão de seu modelo socialista.
O recebimento de 100 mil toneladas de petróleo russo chega a Cuba como alívio temporário para a crise energética enfrentada pela ilha. O carregamento saiu de Moscou para a Baía de Matanzas, sob bandeira russa, no fim de março, em meio a tensões com os Estados Unidos.
O navio-tanque Anatoly Kolodkin descarregou cerca de 700 mil barris de petróleo na região de Matanzas, desafiando o embargo norte-americano. O governo dos EUA justificou a entrega por motivos humanitários, segundo relatos oficiais.
O combustível russo, já refinado em gasolina, diesel e óleo combustível, começou a sair da refinaria de Cienfuegos em 17 de abril, de acordo com autoridades cubanas. A operação marca a primeira grande remessa desde o corte de combustível dos EUA.
Muitos cubanos relataram melhoria no fornecimento de energia nesta semana, após meses de interrupções que afetaram a geração e o serviço público. Em Havana, pequenas áreas viram redução da duração dos apagões.
A embaixada russa em Cuba destacou a chegada do combustível com imagens nas redes sociais, celebrando o abastecimento que ilumina áreas da capital. Serviços de energia, porém, reiteraram que o alívio é de curto prazo.
Alívio de curto prazo e próximos passos
O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, informou que o socorro é limitado. Segundo ele, seriam necessários oito navios semelhantes por mês para atender as necessidades industriais e de geração do país, restando apenas alguns dias de suprimento.
A Rússia indicou que prepara nova remessa para Cuba, aliada de longa data, mas ainda não informou data de envio. Enquanto isso, Cuba segue em negociação com os EUA, que pedem reformas econômicas, eleições livres e indenizações a propriedades expropriadas.
A falta de combustível já provocou apagões nacionais e impactou o tráfego aéreo de companhias internacionais. A medida ocorre em meio a mudanças diplomáticas, com os EUA sinalizando possíveis avanços, enquanto Cuba mantém postura de defender seu modelo socialista.
Alguns cubanos ouvidos pela imprensa consideraram o auxílio importante, mas insuficiente para enfrentar a demanda. Em Havana, moradores mantêm cautela diante do cenário energético, ainda marcado pela instabilidade.
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