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FBI identifica rede extremista que manipula crianças e incentiva automutilação

FBI alerta para rede extremista que manipula menores, levando adolescentes à automutilação e à produção de conteúdo gráfico; mais de 450 casos sob investigação

FBI recomenda que os pais se atenta às interações sociais dos filhos
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  • FBI de Milwaukee alerta sobre uma rede extremista que manipula menores e incentiva automutilação, chamada “764”.
  • Existem mais de quatrocentos e cinquenta casos sob investigação em nível nacional; alguns, em Wisconsin.
  • Vítimas são geralmente meninas adolescentes; autores tendem a ser homens no final da adolescência ou início dos vinte anos.
  • A manipulação ocorre pela construção de confiança ou relação romântica, com uso posterior para produzir conteúdo gráfico ou estimular automutilação, crueldade animal ou outros comportamentos perigosos.
  • Sinais de vitimização para os pais incluírem mudanças de comportamento, alterações na aparência, danos a irmãos mais novos, ameaças de suicídio, marcas no corpo e exposição de dados pessoais; recomenda-se monitorar interações online e registrar informações do agressor.

O FBI de Milwaukee, em Wisconsin, Estados Unidos, divulgou um alerta sobre uma rede extremista que manipula crianças e incentiva automutilação. A investigação aponta já para mais de 450 casos em andamento em nível nacional, com ocorrências registradas em Wisconsin, mas sem divulgar o total exato.

Segundo o FBI, a rede, identificada como “764”, atua com fins de terrorismo doméstico e mira menores de idade. Os integrantes costumam estabelecer confiança ou manter um relacionamento romântico para, posteriormente, induzir as vítimas a produzir conteúdo gráfico ou a se envolver em automutilação, crueldade com animais ou outros comportamentos perigosos.

A organização descreve que as vítimas são, em sua maioria, meninas adolescentes, enquanto os criminosos tendem a ser homens no fim da adolescência ou início dos 20 anos. Muitos indicam motivação ligada ao extremismo violento niilista, porém há casos com buscas por gratificação sexual, status social ou pertencimento.

Sinais de possível vitimização

Pais devem observar mudanças de comportamento, retraimento, irritabilidade ou alterações na aparência. Dano a irmãos mais novos, menções ou manifestações de suicídio, sentimentos de não pertencimento, e marcas ou ferimentos incomuns podem indicar risco. Informações pessoais postadas online também é um indicativo comum.

Aqueles que suspeitam de abuso devem registrar dados identificáveis do perpetrador, como nomes de usuário, e-mails e plataformas utilizadas. O FBI enfatiza a importância de conscientizar a comunidade e relatar casos para proteger crianças e adolescentes. O objetivo é fortalecer a vigilância online e evitar que jovens sejam aliciados por redes extremistas.

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