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França e Reino Unido firmam acordo para conter migração no Canal da Mancha

França e Reino Unido renovam o acordo de Sandhurst por três anos, com até US$ 4,45 bilhões em aporte total, parte condicionada à eficácia, e 1,4 mil agentes até 2029

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  • França e Reino Unido confirmaram um acordo para prorrogar por três anos o tratado de Sandhurst, visando reduzir as travessias irregulares no Canal da Mancha.
  • O financiamento britânico pode chegar a US$ 4,45 bilhões em três anos, com parte flexível de pouco mais de US$ 1 bilhão condicionada à eficácia das medidas.
  • Ao todo, Londres assegura US$ 3,37 bilhões; o restante depende dos resultados anuais da avaliação conjunta.
  • Em 2025, 41.472 pessoas chegaram irregularmente ao Reino Unido por pequenas embarcações; pelo menos 29 imigrantes morreram nas águas.
  • O acordo prevê dobrar o efetivo de segurança, chegando a 1,4 mil agentes até 2029, e os detalhes serão anunciados durante visita aos franceses.

França e Reino Unido firmaram nesta quarta-feira um novo acordo para conter as travessias irregulares pelo Canal da Mancha. O pacto prorroga por três anos o tratado de Sandhurst, que expiraria neste ano após ter sido estendido em 2023.

Pelo acordo, o financiamento das autoridades britânicas pode chegar a US$ 4,45 bilhões em três anos, com uma parte flexível de pouco mais de US$ 1 bilhão condicionada à eficácia das medidas. O restante, US$ 3,37 bilhões, já está assegurado por Londres. O montante anterior foi de €540 milhões.

Caso as medidas não apresentem resultados suficientes, o financiamento poderá ser reorientado com base numa avaliação anual conjunta, conforme o roteiro do acordo.

Segundo dados oficiais, 41.472 pessoas chegaram de forma irregular ao Reino Unido em 2025, em pequenas embarcações. O número representa o segundo maior registro desde 2018, e pelo menos 29 migrantes morreram nas águas no ano passado, segundo balanço da AFP com fontes francesas e britânicas.

Financiamento e metas de segurança

O texto do pacto prevê duplicar a atuação das autoridades, aumentando o efetivo para 1,4 mil agentes até 2029. A cooperação entre os dois países já resultou em grandes redes de fiscalização e vigilância na região.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ressaltou que a parceria já impediu dezenas de milhares de travessias e que o novo acordo reforça inteligência, vigilância e presença no terreno para proteger as fronteiras do Reino Unido. As informações sobre os detalhes do acordo serão divulgadas durante uma visita à costa francesa na quinta-feira.

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