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Júri da Bienal de Veneza exclui Israel e Rússia da disputa por prêmios

Júri da Bienal de Veneza exclui Israel e Rússia da disputa pelos Leões de Ouro e Prata por líderes acusados de crimes pelo TPI

Artistas israelenses e russos não poderão competir aos Leões de Ouro e Prata na 61ª Bienal de Veneza
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  • O júri internacional da 61ª Bienal de Arte de Veneza, presidido pela brasileira Solange Farkas, excluiu Israel e Rússia da disputa pelos Leões de Ouro e Prata.
  • A decisão segue a regra de não considerar países cujos líderes estejam acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional.
  • O grupo afirmou que a Bienal atua como ponte entre arte e necessidades urgentes do tempo, reconhecendo a relação complexa entre Estados e o trabalho dos artistas.
  • A Fundação da Bienal enfrentou polêmica ao permitir a participação de artistas russos, o que levou a Comissão Europeia a revogar dois milhões de euros de financiamento.
  • A Rússia reagiu, chamando a decisão de anticultura, enquanto a Bienal ressaltou a autonomia de julgamento da instituição.

O júri internacional da 61ª Bienal de Arte de Veneza, presidido pela brasileira Solange Farkas, anunciou nesta quinta-feira que Israel e Rússia ficam fora da disputa pelos Leões de Ouro e Prata, as principais premiações do evento. A decisão busca alinhar a competição a critérios éticos ligados a acusações de crimes contra a humanidade.

Segundo o comunicado do júri, países cujos líderes enfrentam tais acusações não serão considerados para os prêmios. O grupo afirma que a Bienal deve atuar como plataforma que conecta arte a necessidades urgentes do tempo em que vivemos, destacando a relação entre obras e ações dos Estados representados.

A cobertura oficial da Bienal de Veneza enfatiza a autonomia e independência do júri, destacando que a decisão segue um princípio de liberdade que a instituição assegura. A gestão da Bienal enfrenta críticas por permitir participação de artistas russos na edição de 2026, em meio a tensões pela guerra na Ucrânia.

A polêmica já gerou reações internacionais. A Comissão Europeia chegou a revogar um financiamento de 2 milhões de euros à Bienal, apontando preocupações com a anticultura envolvendo o conflito. A resposta do bloco veio em meio a debates sobre espaço cultural e sanções.

A Fundação da Bienal de Veneza mantém posição de que as escolhas são resultados do julgamento independente do júri. O anúncio desta quinta-feira encerra um capítulo nas negociações sobre inclusão de artistas de países em conflito na mostra exibida em Veneza.

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