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Júri da Bienal de Veneza não considera Israel e Rússia entre acusados de crimes

Júri da Bienal de Veneza não considerará países com líderes acusados de crimes contra a humanidade, excluindo Israel e Rússia da disputa pelo prêmio principal

The Venice Biennale's 2024 edition.
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  • O júri da Bienal de Veneza decidiu não considerar países cujos líderes tenham sido acusados de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), o que exclui Israel e Rússia da disputa pelos principais prêmios.
  • A posição, anunciada logo após a divulgação do júri, enfatiza “defesa dos direitos humanos” e está alinhada com a visão do(a) curador(a) Koyo Kouoh para a exposição principal.
  • O TPI emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por crimes relacionados a invasões recentes.
  • Israel e a Rússia tiveram pavilões no Giardini e no Arsenale, pontos centrais da Bienal; já houve controvérsia entre artistas e curadores sobre a participação desses países.
  • A Bienal enfrenta críticas e debates sobre inclusão de pavilhões, com algumas vozes pedindo a exclusão de delegações oficiais de regimes em conflito.

A comissão de jurados da Venice Biennale afirmou nesta quinta-feira que não irá considerar países cujos dirigentes tenham acusações de crimes contra a humanidade protocoladas pelo Tribunal Penal Internacional. A medida afeta Israel e a Rússia, influindo na disputa pelos grandes prêmios da mostra internacional de arte.

Segundo a nota publicada pela Bienal, a decisão reflete uma responsabilidade com o papel histórico da instituição, que liga a arte a questões urgentes do tempo. A declaração foi divulgada no dia seguinte ao anúncio oficial do júri, liderado por Solange Farkas, fundadora da Videobrasil.

A organização destacou que o júri defenderá direitos humanos, alinhando-se à visão do curador da exposição principal, Koyo Kouoh. A posição implica na não consideração de países com lideranças acusadas pelo ICC de crimes contra a humanidade.

Pavilhões sob escrutínio e contexto internacional

Israel e Rússia possuem pavilhões na Giardini, mas o debate sobre participação tem sido intenso neste edição. Grupos de artistas e conselheiros assinaram cartas pedindo a exclusão de pavilhões desses países, bem como do dos Estados Unidos, citado por alguns como alvo de críticas, embora não haja acusações pelo ICC contra o país.

Entre os temas recorrentes, houve críticas quanto à ausência de um pavilhão palestino oficial. A Biennale afirmou não poder excluir nações reconhecidas pelo governo italiano, mantendo o princípio de evitar censura cultural.

Participação e votações

A presença oficial da Rússia na mostra ocorre pela primeira vez desde o início do conflito na Ucrânia, após o retorno do pavilhão ao festival sob outro formato. O caso da Palestina permanece sem reconhecimento formal como país pela Itália, o que complica sua participação institucional.

Reação e desdobramentos

Não houve resposta imediata de um porta-voz da Biennale aos pedidos de comentário. A polêmica sobre excluding pavilhões teve repercussão entre políticos europeus, que já discutiram cortes de recursos à Biennale caso o pavilhão russo permaneça.

Contexto internacional

A ICC emitiu mandados de prisão contra líderes de Israel e Rússia nos últimos anos por acusações de crimes contra a humanidade. Outros mandatários com acusações semelhantes, como Omar al-Bashir, também aparecem no radar internacional, sem ligação direta com a presença de seus países na Bienal.

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