- Macron afirmou que a Europa não pode mais contar com a proteção dos Estados Unidos no longo prazo e precisa fortalecer sua autonomia militar e tecnológica.
- A declaração foi feita durante encontro com estudantes de um colégio franco-cipriota em Nicósia, em visita oficial antes de uma cúpula informal entre chefes de governo europeus.
- O presidente francês disse que, apesar de os EUA continuarem como aliados, a política internacional americana passa por mudanças, exigindo nova postura europeia de defesa.
- Citou episódios recentes, como a atuação dos EUA no conflito com o Irã ao lado de Israel, tensões entre a União Europeia e Washington envolvendo a Groenlândia e a posição sobre a guerra na Ucrânia.
- Macron defende a soberania europeia nas áreas militar e tecnológica, buscando reduzir dependências externas.
Emmanuel Macron afirmou nesta quinta-feira (23) que a Europa não pode mais depender da proteção dos Estados Unidos a longo prazo, defendendo maior autonomia militar e tecnológica do continente. A declaração foi feita durante encontro com estudantes de um colégio franco-cipriota em Nicósia, onde o presidente francês cumpre visita oficial antes de uma cúpula informal de chefes de governo europeus.
O chefe de Estado ressaltou que a geração atual não pode considerar garantida a proteção histórica de Washington, lembrando que a ideia de proteção permanente não é mais assegurada. Apesar de reconhecer a importância da aliança com os EUA, Macron indicou que a política externa americana passa por mudanças que exigem resposta europeia mais independente.
Para fundamentar a análise, o presidente citou a atuação dos EUA no conflito envolvendo Irã e Israel, as tensões entre a UE e Washington sobre a Groenlândia e a posição de Washington em relação à guerra na Ucrânia. Ele avaliou que esses episódios sinalizam uma transformação na atuação global dos Estados Unidos.
Contexto estratégico
Diante desse cenário, Macron reiterou a defesa da soberania europeia em áreas militares e tecnológicas, buscando reduzir dependências externas. A proposta de maior autonomia já faz parte de sua agenda há anos, com foco em ampliar a capacidade própria de defesa da União Europeia.
Implicações para a política europeia
As declarações ocorrem antes da cúpula informal de chefes de governo europeus, onde temas de defesa, tecnologia e relações transatlânticas devem ocupar a pauta. O discurso de Macron é visto como sinal de continuidade da busca por maior autonomia estratégica do bloco.
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