- Milei proibiu a entrada de jornalistas credenciados na Casa Rosada após alegações de espionagem envolvendo dois repórteres do Todo Notícias.
- O sistema de identificação por impressão digital foi desativado para os credenciados, medida apresentada como de segurança nacional pelo secretário de Comunicação e Imprensa, Javier Lanari.
- A denúncia partiu da Casa Militar, que acusa Luciana Geuna e Ignacio Salerno de espionagem ilegal ao veicular imagens de setores da Casa Rosada no programa Y mañana qué.
- O presidente compartilhou publicação de Lanari com a sigla NOL$ALP, expressão usada por ele para dizer “não odiamos jornalistas o suficiente”.
- Paralelamente, o governo investiga rede de espionagem russa chamada A Companhia, que financiou campanha contra Milei com mais de 250 conteúdos em mais de 20 plataformas, com pelo menos US$ 283.100.
Javier Milei proibiu a entrada de jornalistas credenciados na Casa Rosada nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. A decisão ocorre após investigação sobre suspeita de espionagem envolvendo dois repórteres do Todo Noticias. A movimentação foi anunciada pelo governo como medida de segurança nacional.
O sistema de identificação por impressão digital dos credenciados foi desativado temporariamente. O secretário de Comunicação e Imprensa, Javier Lanari, confirmou a medida como preventiva e voltada a reforçar a proteção das dependências do palácio presidencial.
A acusação envolve as jornalistas Luciana Geuna e Ignacio Salerno, do Todo Notícias, por suposta veiculação de imagens de setores internos da Casa Rosada durante o programa Y mañana qué. O presidente argumenta violação de normas de segurança e de leis que regem o acesso ao local.
Milei publicou a versão oficial da denúncia em suas redes sociais, associando as ações das jornalistas a alegações de corrupção e de recebimento de subornos. Segundo ele, houve uso indevido do sistema legal e violação de protocolos de segurança.
Paralelamente, o governo argentino investiga uma rede internacional de espionagem associada a um grupo russo. A operação, que envolve a organização denominada A Companhia, teria ocorrido entre julho e outubro de 2024.
Uma coalizão de veículos de mídia investigativa identificou mais de 250 conteúdos vinculados à campanha contra Milei em mais de 20 plataformas argentinas. O conjunto de publicações teria recebido financiamento de ao menos US$ 283.100, segundo apurações internacionais.
Entre na conversa da comunidade