- Governo argentino proíbe a entrada por tempo indeterminado de jornalistas credenciados na Casa Rosada após denúncias de espionagem ilegal envolvendo a Casa Militar.
- Decisão envolve cancelamento da prorrogação de credenciais que venceriam em março e que haviam sido estendidas até abril; credenciais para 2025 foram revogadas até o avanço das investigações.
- Casa Militar apresentou queixa-crime contra jornalistas da TN, Luciana Geuna e Ignacio Salerno, por suposta ameaça à segurança nacional ao veicular imagens de áreas internas da sede do governo.
- Milei disse, em publicação no Facebook, que houve denúncia contra os jornalistas e acusou operação com câmera escondida, afirmando o fim da era de farsas jornalísticas impunes.
- TN sustenta que as imagens foram captadas dentro da lei; material bruto será disponibilizado à Justiça; Fopea e SiPreBa condenaram a medida, chamando-a de censura e de abuso de poder.
O governo da Argentina, presidido por Javier Milei, proibiu nesta quinta-feira 23 de abril de 2026 a entrada indeterminada de jornalistas credenciados na Casa Rosada, após acusações de espionagem contra profissionais da TN. A medida é apresentada como preventiva para a segurança nacional.
A Casa Militar, órgão responsável pela proteção do presidente, informou que a decisão envolve a retirada das credenciais e o adiamento do credenciamento de 2025 até que as investigações avancem. A medida vale até novo processo de credenciamento.
A TN informou que a captação de imagens ocorreu dentro da lei e que o material será disponibilizado à Justiça. A série de reportagens aponta áreas internas da sede do governo, segundo a emissora.
Javier Lanari, secretário de Comunicação e Imprensa, usou as redes sociais para confirmar a decisão como proteção à segurança nacional, sem mencionar detalhes de investigações. O tom oficial é de medidas preventivas.
Organizações de imprensa locais reagiram. O Fopea classificou a decisão como grave para a cobertura jornalística do Poder Executivo. O SiPreBa chamou a ação de censura e associou-a a abusos de poder.
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