- A Ponte Binacional Franco-Brasileira, em Oiapoque (Amapá), tem vão de 378 metros e liga o Brasil à comuna francesa Saint-Georges-de-l’Oyapock, na Guiana Francesa, aberta ao tráfego em março de 2017.
- A Guiana Francesa é departamento ultramarino da França, portanto parte da União Europeia; a fronteira entre Amapá e esse território é a maior fronteira terrestre da França no mundo.
- A construção foi aprovada em 1997, concluída em 2011, mas ficou seis anos fechada por falta de infraestrutura de fronteira; abertura oficial ocorreu em 18 de março de 2017.
- A obra custou cerca de 30 milhões de euros (valor conjunto Brasil-França) para as instalações de fronteira; a travessia é gratuita, sem pedágio.
- O acesso é controlado: passagem funciona das 7h às 19h; migrantes são atendidos de segunda a sexta; é preciso passaporte ou cartão de passagem com chip, com o tráfego a partir da fronteira brasileira para a francesa.
A Ponte Binacional Franco-Brasileira, em Oiapoque, liga o Brasil à União Europeia pela primeira vez por meio de uma fronteira terrestre. A estrutura de 378 metros cruza o Rio Oiapoque e conecta Oiapoque, no Amapá, a Saint-Georges-de-l’Oyapock, na Guiana Francesa, abrindo ao tráfego em março de 2017.
A Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França desde 1946, o que a torna parte da União Europeia. Assim, a fronteira entre o Amapá e esse território representa a maior fronteira terrestre da França com o continente europeu. A ponte formalizou essa ligação entre Mercosul e UE.
A construção ficou pronta apenas em 2011, mas ficou fechada por quase seis anos por falta de alfândega e órgãos de fiscalização instalados do lado brasileiro. A inauguração ocorreu em 18 de março de 2017, com a abertura ao tráfego dois dias depois. O tráfego é gratuito, sem pedágio.
Detalhes da obra
Com vão único de 378 metros, a ponte é estaiada e tem duas pilastras de 83 metros de altura. A largura útil é de 9 metros, acomodando duas faixas de veículo e uma calçada de 2,5 metros para pedestres. A altura livre em relação ao leito do rio é de 15 metros. O custo bilateral ficou em cerca de 30 milhões de euros.
Impactos e uso cotidiano
Na prática, a travessia facilita o fluxo entre Brasil e UE. Em Oiapoque, há circulação de veículos com placas europeias, além de pagamentos em euro em comércios locais. Dados de 2022 indicam que cerca de 91.500 brasileiros viviam na Guiana Francesa, grupo relevante para o comércio regional.
A ponte aumenta o papel estratégico da cidade, ao mesmo tempo em que evidencia o modo como a fronteira Brasil-França, na Amazônia, coexiste entre vias de acesso rápido e infraestrutura ainda desigual de mobilidade regional.
Logística de atravessamento
O acesso ocorre diariamente, das 7h às 19h, com migração disponível em horários específicos. É exigido passaporte válido ou cartão de passagem de fronteira com chip biométrico. O deslocamento envolve passo pela Polícia Federal e pela aduana brasileira, antes de cruzar para a França.
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