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Reciprocidade brasileira após expulsão de delegado envolve dois agentes dos EUA

Reciprocidade brasileira envolve dois agentes dos EUA expulsos; Michael Myers já retornou aos EUA e o segundo agente permanece no Brasil com sigilo sobre a identidade

Sede da Polícia Federal (PF) em Brasília — Foto: Gustavo Minas/Bloomberg
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  • O governo brasileiro expulsou o adido da Polícia Federal, Marcelo Ivo, e houve reciprocidade com a expulsão de dois agentes americanos.
  • Michael Myers já voltou aos EUA; ele era adido da Homeland Security Investigations na Embaixada dos EUA em Brasília desde setembro de 2025.
  • O segundo agente americano envolvido mantém o nome sigiloso porque ainda está no Brasil e não há confirmação de expulsão.
  • O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, requisitou a credencial de acesso às dependências; o destino do segundo agente será definido em reunião com o chanceler Mauro Vieira, nesta quinta-feira.
  • Marcelo Ivo foi expulso por acusação de manipular pedido de extradição de Alexandre Ramagem; Ramagem foi preso em Miami por uso de documentos falsos e aguarda decisão entre asilo ou extradição.

O Brasil confirmou medidas de reciprocidade em resposta à expulsão do adido da Polícia Federal, Marcelo Ivo, dos Estados Unidos. A ação envolve dois agentes americanos e ocorre no contexto de relações entre os dois países após o episódio.

Michael Myers, adido da Homeland Security Investigations, foi devolvido aos EUA na quarta-feira (22). Ele estava lotado na Embaixada dos EUA em Brasília desde setembro de 2025, segundo o Itamaraty.

O segundo agente, cujo nome permanece sigilo, atuava na Polícia Federal em funções equivalentes às de intercambio com o equivalente americano ICE. Ele segue no Brasil, mas sua expulsão ainda não está definida oficialmente.

Detalhes da reciprocidade

Na quarta-feira, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, requisitou a credencial de acesso do agente americano às dependências da PF. O destino do segundo agente será definido em reunião entre Rodrigues e o chanceler Mauro Vieira nesta quinta-feira (23).

Segundo o governo brasileiro, Marcelo Ivo foi expulsado por envolver-se na manipulação do pedido de extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem, condenado na investigação sobre tentativa de golpe e foragido da Justiça brasileira.

Ramagem foi preso ao se apresentar em Miami por portar documentos falsos durante uma infração de trânsito. Com a origem do seu pedido de asilo aclarada, a prisão foi revogada, e o Brasil manteve esforços para que a extradição fosse aceita pelo governo americano. O ex-deputado aguarda, em liberdade, decisão sobre asilo ou extradição.

O escritório responsável, vinculado ao Departamento de Estado, tem sido apontado como palco de pressões políticas desde a posse de Donald Trump. Com a aproximação entre o governo americano e o de Lula, novos desdobramentos deverão ser acompanhados.

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