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Soldado dos EUA é acusado após ganhar US$ 400 mil em aposta sobre Maduro

Soldado das forças especiais dos EUA é acusado de usar informações confidenciais para ganhos ao apostar na remoção de Nicolás Maduro, com ganho superior a $409 mil

Nicolas Maduro is seen in handcuffs after landing at a Manhattan helipad, escorted by heavily armed Federal agents as they make their way into an armored car en route to a Federal courthouse in Manhattan on 5 January 2026 in New York City.
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  • O soldado das forças especiais dos EUA, Gannon Ken Van Dyke, foi acusado de usar informações confidenciais para lucrar com apostas em mercados de previsão sobre a remoção de Nicolás Maduro.
  • Van Dyke, ativo no Exército e stationed em Fort Bragg, ganhou mais de $409,000 com as apostas.
  • Ele criou uma conta no Polymarket em torno de 26 de dezembro de 2025 e fez apostas de mais de $33,000 relacionadas a Maduro e à Venezuela, usando informações não públicas.
  • A operação, chamada Operation Absolute Resolve, ocorreu em Caracas e culminou na captura de Maduro e de sua esposa, levados para Nova York.
  • O Departamento de Justiça acusa Van Dyke de uso ilegal de informações confidenciais, roubo de informações não públicas, fraude de commodities, fraude eletrônica e transação monetária ilegal; o caso será julgado no Distrito Sul de Nova York.

O US Army informou que um soldado de forças especiais foi preso após supostamente apostar na remoção do ex-presidente venezuelano Nicolas Maduro antes de a informação se tornar pública. A acusação envolve negociações em uma plataforma de criptomoeda baseada em mercados, chamada Polymarket, com base em informações classificadas. O caso envolve a operação que capturou Maduro durante uma ofensiva noturna em Caracas.

Segundo o Departamento de Justiça, Gannon Ken Van Dyke, que atua na Fort Bragg, na Carolina do Norte, ganhou mais de US$ 409 mil com as apostas. A promotoria afirma que o soldado usou informações não públicas para prever o momento e o resultado da operação, identificada como Opération Absolute Resolve. A investigação detalha que Van Dyke criou uma conta na Polymarket em 26 de dezembro de 2025.

A operação de remoção de Maduro ocorreu na noite de 3 de janeiro de 2026, com Maduro e a mulher, Cilia Flores, sendo levados para Nova York para enfrentar acusações de armas e drogas, que eles negam. As autoridades afirmam que Van Dyke teve acesso a informações sensíveis sobre a operação entre 8 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, período em que participou do planejamento e execução.

Contexto e posições oficiais

O DOJ indicou que a atividade configura uso ilícito de informações confidenciais para ganho pessoal, furto de informações não públicas e fraudes associadas a commodities e transações financeiras. O procurador interino Todd Blanche ressaltou que o uso de informações classificadas para ganho pessoal não é permitido. O procurador Jay Clayton, da Vila Sul de Nova York, reforçou que mercados de previsões não devem ser usados para explorar informações confidenciais.

A acusação foi apresentada na Justiça Federal de Nova York, com o caso prosseguindo na SDNY. As autoridades destacam que o soldado assinou acordos de confidencialidade que proíbem divulgar informações militares sensíveis, incluindo dados sobre operações. A forma exata das transações na Polymarket e os detalhes das negociações devem seguir com o andamento do processo.

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