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Soldado dos EUA na operação contra Maduro é acusado de apostas na captura

Militar dos EUA envolvido na operação contra Nicolás Maduro é preso por apostar mais de $400 mil no Polymarket, com pena máxima de sessenta anos

Nicolás Maduro holds Simon Bolivar's sword as he addresses a crowd during a rally against a possible escalation of US actions toward the country, at Fort Tiuna military base in Caracas in November.
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  • O soldado dos Estados Unidos Gannon Ken Van Dyke, envolvido na operação de captura de Nicolás Maduro, foi preso e acusado de fraude de commodities, fraude eletrônica e uso indevido de informações confidenciais para ganho pessoal.
  • Segundo autoridades, Van Dyke fez 13 apostas entre início de dezembro e início de janeiro na Polymarket sobre invasão das Forças Americanas na Venezuela e a remoção do chefe de Estado.
  • As acusações podem resultar em até 60 anos de prisão.
  • A Polícia Federal e o Doj destacaram que utilizar informações confidenciais para ganhos financeiros é traição aos colegas, e a Polymarket informou ter encaminhado o caso às autoridades, ressaltando que insider trading não tem lugar na plataforma.
  • O caso ocorre em meio a debates sobre insider trading em apostas políticas, com outras sanções envolvendo plataformas de previsão recentemente relatadas.

Gannon Ken Van Dyke, soldado dos EUA, é acusado de ter contribuído para a operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. Ele está detido após supostamente lucrar com apostas sobre a remoção de Maduro.

De acordo com o Departamento de Justiça, Van Dyke participou do planejamento da operação entre dezembro e início de janeiro. Entre esse período, ele fez 13 apostas na Polymarket sobre invasão americana e queda de Maduro.

As acusações incluem fraude de commodities, fraude eletrônica e uso indevido de informações confidenciais do governo para ganho financeiro, segundo a Justiça. Pode enfrentar até 60 anos de prisão.

O FBI informou que a conduta violou regras de conduta de militares e de uso de informações confidenciais. A defesa não teve suas declarações publicadas pela Justiça.

A Polymarket afirmou ter encaminhado um usuário que operava com informações confidenciais às autoridades, destacando que insider trading não tem espaço na plataforma.

As autoridades destacam a gravidade de alguém usar posição para lucrar com uma operação militar legítima e em andamento. A investigação continua para esclarecer todos os elementos do caso.

Repercussões e contexto

  • Em outro episódio recente, candidatos de 2026 foram multados por apostas em eleições em uma plataforma diferente, sinalizando debate sobre regras de uso de informações governamentais.
  • Comentários públicos sobre o caso vieram de autoridades federais e de observadores internacionais, sem influenciar o andamento processual até o momento.

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