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Submarinos nucleares com casco de titânio operam a mais de 6 mil metros

Losharik, submarino nuclear com casco de titânio, opera a seis mil metros, ampliando o alcance estratégico russo e a capacidade de monitorar cabos no leito oceânico

Operando a mais de 6 mil metros de profundidade
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  • A frota russa opera submarinos nucleares com casco de titânio capazes de mergulhar até 6.000 metros, voltada para alcance em áreas onde não há veículos comuns.
  • O AS-31 Losharik é o submarino com desenho único: casco de pressão formado por sete esferas interconectadas de titânio, operado pela Diretoria Principal de Pesquisa em Alto Mar (GUGI).
  • Outros submarinos de titânio na frota incluem as classes Sierra II e o Belgorod, com mergulho de até 550 metros e capacidade de transportar o drone nuclear Poseidon, respectivamente.
  • A missão dessas unidades envolve interceptação de cabos submarinos, recolha de artefatos, instalação de sensores e mapeamento do leito oceânico, com acesso a 98% do fundo do oceano.
  • A decisão norte-americana foi abandonar o uso do titânio por custos e preferir ligas de aço; a Rússia mantém instalações avançadas em Severodvinsk para soldagem de titânio e planeja retomar mergulhos de teste do Losharik até 2025.

Operação de submarinos nucleares com casco de titânio permite incursões a profundidades acima de 6 mil metros, segundo fontes abertas. A frota russa utiliza tecnologia avançada para atuar onde submarinos convencionais não alcançam.

Casco de titânio oferece leveza, resistência à pressão e ausência de assinatura magnética, características que ampliam a capacidade de manobra e a furtividade. O investimento favorece missões de coleta, monitoramento e proteção de cabos no leito oceânico.

O Losharik, submarino nuclear, é considerado único em capacidade operacional entre os seus pares. Operado pela Diretoria Principal de Pesquisa em Alto Mar, responde ao Ministério da Defesa.

Principais modelos e capacidades

AS-31 Losharik: mergulho até 6.000 metros, propulsão nuclear, operação pela GUGI.

Classe Sierra II: casco de titânio, mergulho até 550 metros, armamento variado.

K-278 Komsomolets: recorde histórico, alcançou 1.027 metros em 1985.

Belgorod: submarino-mãe, suporte ao drone nuclear Poseidon, profundidade de operação até 520 metros.

Fleety e funções estratégicas

A frota inclui ainda as classes Sierra I e II, com capacidade de explorar o leito oceânico e instalar sensores. O objetivo é ampliar vigilância, interceptação de cabos e mapeamento de zonas para futuras operações.

Contexto e perspectivas

A escolha do titânio, mais caro que o aço, reflete uma linha histórica iniciada na era soviética. Russia mantém instalações especializadas em Severodvinsk para soldagem em larga escala. A retomada de mergulhos do Losharik está prevista para 2025, com foco em profundidades extremas.

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