- A União Europeia aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros (US$ 106 bilhões) para a Ucrânia, para sustentar a economia e a capacidade militar pelos próximos dois anos.
- A aprovação ocorreu após a Hungria retirar o veto, e a Estláviaquia retomar o fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que passa pela Ucrânia.
- O pacote de empréstimo visa atender necessidades orçamentárias urgentes da Ucrânia, com os desembolsos começando o mais breve possível.
- A UE também aprovou uma nova rodada de sanções contra a Rússia, que devem mirar serviços marítimos de transporte de petróleo, finanças e comércio, entre outros setores.
- A expectativa é que as sanções contem com dezenas de navios da frota paralela russa e reforcem o embargo de petróleo, enquanto a Hungria e a Estláviaquia mantiveram posições prévias sobre o petróleo russo localmente.
A União Europeia aprovou nesta quinta-feira, 23, um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de 106 bilhões de dólares) para sustentar a Ucrânia nos próximos dois anos. O desbloqueio ocorreu após a Hungria retirar o veto que travava a medida. A decisão também inclui novas sanções contra a Rússia pela war.
A aprovação acontece na esteira de um recente reativamento do fornecimento de petróleo russo para a Eslováquia pelo oleoduto Druzhba, que passa pela Ucrânia. O fluxo foi retomado na manhã desta quinta-feira, abrindo espaço para o desfecho político na UE.
Segundo o Ministério da Economia da Eslováquia, o retorno do abastecimento eliminou um obstáculo-chave para a liberação dos fundos. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, celebrou a notícia, dizendo que pode abrir espaço para uma relação mais estável entre Ucrânia e UE.
A Ucrânia depende do empréstimo para manter a economia e sustentar suas forças militares diante do conflito com a Rússia. O dinheiro deve responder às necessidades orçamentárias mais urgentes e apoiar áreas críticas do governo ucraniano.
A Hungria, que já teve divergências com os parceiros da UE, havia condicionado sua participação à resolução de disputas energéticas. Viktor Orbán, ex-aliado da UE, chegou a afirmar que o oleoduto tinha sido danificado de modo deliberado, alegação contestada pela Ucrânia.
Sanções contra a Rússia
A UE aprovou também uma nova rodada de sanções contra a Rússia, prevista desde fevereiro, mas bloqueada pela Hungria e pela Eslováquia. As medidas incluem restrições a serviços marítimos que facilitam o transporte de petróleo russo e atingem setores financeiros e do comércio.
As sanções visam dezenas de navios da frota paralela que opera no transporte de petróleo russo e pretendem restringir o fluxo de receitas que sustentam o esforço militar russo. As ações são parte do pacote de respostas da UE à guerra na Ucrânia.
A Ucrânia e seus aliados na UE manifestaram apoio à continuidade do financiamento e das sanções, com foco em pressionar a Rússia a buscar solução diplomática. A UE reúne-se para discutir o andamento de medidas e respostas ao conflito.
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