- Apenas cinco navios passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, incluindo o petroleiro iraniano de derivados de petróleo Niki.
- O tráfego atual representa uma fração da média de 140 passagens diárias antes da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro.
- A associação BIMCO diz que é necessário um cessar-fogo estável e garantias de segurança para retorno do trânsito normal pelo estreito.
- Um navio da parceria Hapag-Lloyd atravessou o estreito, sem detalhes sobre as circunstâncias, e o superpetroleiro Helga chegou a um terminal offshore de Basra, no sul do Iraque.
- Perto do estreito, o uso de embarcações rápidas pelo Irã aumenta preocupações; entre 22 e 23 de abril, sete embarcações cruzaram o estreito, seis ligadas ao Irã, elevando riscos para navegação.
Apenas cinco navios passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, segundo dados de navegação divulgados nesta sexta (24). Entre eles está o petroleiro iraniano de derivados de petróleo Niki, flag pequeno sob sanções dos EUA. O tráfego ocorre em meio a um cessar-fogo instável entre Washington e Teerã.
O grupo BIMCO afirma que, até que haja um cessar-fogo estável e garantias de segurança, o estreito não deverá receber o fluxo normal de navios. Em consequência, as rotas próximas ao Irã e a Omã queimam de menor volume de tráfego.
O Niki permanece sem destino informado, conforme análise da Kpler e dados do MarineTraffic. Não está claro se seguirá em direção a zonas sob bloqueio marítimo dos EUA. Quase dois meses após ataques, não há sinal claro de retomada das negociações.
Mudanças de tema
A empresa Hapag-Lloyd informou que um de seus navios atravessou o estreito, sem detalhes sobre circunstâncias ou momento. Além disso, o superpetroleiro Helga, bandeira das Comores, chegou a um terminal offshore de Basra, no Iraque, sendo o segundo navio a alcançar o país desde o fechamento do estreito.
Insegurança persistente
A tática do Irã, com embarcações rápidas, para apreender navios na região elevou as preocupações de armadores e produtoras de petróleo. Analistas destacam que, mesmo em abertura, o Ormuz não é seguro para navios e cargas.
Entre 22 e início de 23 de abril, sete embarcações cruzaram o estreito, seis ligadas ao comércio com o Irã, segundo Lloyd’s List Intelligence. O fechamento do canal interrompeu parte relevante do petróleo e do GNL globais, elevando a insegurança para segurar rotas comerciais.
Centenas de navios e milhares de tripulantes permanecem retidos no Golfo, enquanto seguradoras de risco de guerra aguardam sinais de redução dos riscos para retomar a navegação.
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