- Paolo Zampolli, enviado especial de Trump para parcerias globais, disse à Rai, em 19 de abril, que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”, referindo-se à ex-modelo Amanda Ungaro, sua ex-mulher.
- Zampolli afirmou que não houve “questão genética” entre brasileiras, mas reiterou a ideia de que mulheres do Brasil seriam programadas para causar confusão.
- A ex-modelo Amanda Ungaro foi deportada dos Estados Unidos em 2025 pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, após 23 anos no país, e está envolvida em disputa judicial pela guarda do filho de 15 anos.
- O círculo de Zampolli inclui ligações com Jeffrey Epstein; Amanda relatou que, em 2002, aos 17 anos, viajou em um voo ligado ao caso Epstein e disse ter presenciado atividades com várias jovens.
- Zampolli tem histórico próximo a Trump desde 2004 e já esteve envolvido em negociações que reduziram a possibilidade de Itália substituiu Iran na Copa do Mundo de 2026, acordo discutido pelo Financial Times.
O enviado especial do governo de Donald Trump para parcerias globais, Paolo Zampolli, afirmou em uma entrevista na TV italiana que mulheres brasileiras são programadas para causar confusão. A fala ocorreu no programa da Rai veiculado no dia 19 de abril.
Segundo a reportagem, o empresário italiano mencionou a ex-mulher dele, Amanda Ungaro, com quem viveu quase 20 anos, no contexto de uma análise sobre estereótipos. Zampolli sugeriu que o comportamento de algumas brasileiras seria repetitivo, sem aprofundar causas ou contexto.
A conversa gerou reação por conter termos ofensivos direcionados a brasileiras, em situação que envolve fatores pessoais desde 2005. A entrevista integra a série intitulada A guerra di Epstein, conduzida por Sacha Biazzo.
Ligações e desdobramentos
A ex-modelo Amanda Ungaro, residente há décadas nos EUA, foi deportada em 2025 pelo ICE. Ela afirma que a expulsão teve influência política do ex-marido, com disputa pela guarda do filho de 15 anos. A informação foi divulgada pela imprensa de puro registro público.
Zampolli atua com Trump desde 2004 e mantém forte vínculo com o presidente. Entre as funções dele, está a apresentação de propostas para vistos de trabalho de personalidades ligadas ao setor de entretenimento.
O agente esteve próximo de Epstein, conforme registros judiciais norte-americanos. O círculo social do italiano aparece em documentos vinculados ao financista, falecido em 2019, em contextos ligados a investigações.
Amanda Ungaro relatou que, aos 17 anos, participou de encontros com figuras associadas a Epstein, descrevendo situações envolvendo assédio e abusos. Ela alegou ainda ter presenciado participação de outras pessoas em atividades indisponíveis.
A ex-modelo também afirmou ter sido convidada a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso dos EUA, que investiga o caso, embora ainda não tenha sido oficialmente intimada. A reportagem não confirma novas datas de oitiva.
Entre na conversa da comunidade