- Em 1953 as Coreias falavam a mesma língua; em 2026 começam a se tornar duas línguas distintas.
- Um estudo mostra que 45% da população tem dificuldade em entender conversas entre coreanos dos dois lados da zona desmilitarizada; 1% dos norte-coreanos não entenderam nada do que os sul-coreanos diziam.
- Pelo menos um terço do vocabulário cotidiano não é mais o mesmo, especialmente em temas profissionais e comerciais.
- Na Coreia do Norte o idioma permanece mais puro, com pequenas influências do chinês e do russo; no Sul, há muitos neologismos derivados do inglês.
- As mudanças linguísticas refletem a separação política e o impacto cultural da divisão do país.
Em 1953, Coreia do Norte e Coreia do Sul falavam a mesma língua. Em 2026, elas passam a usar duas formas distintas do coreano, de acordo com estudo recente sobre a separação entre as duas Coreias.
A pesquisa aponta que, após sete décadas de dissociação, 45% da população tem dificuldade em entender conversas entre coreanos dos lados opostos. Em 1% dos casos, norte-coreanos não entendem nada do que é dito pelo sul-coreano.
Os linguistas dizem que, pelo menos um terço do vocabulário cotidiano não é mais o mesmo entre as duas partes, com impactos maiores em termos profissionais e comerciais. A separação política intensificou diferenças culturais ao longo dos anos.
Como seus vocabulários mudaram
Na Coreia do Norte, o idioma manteve traços mais próximos do que se falava antes da divisão, com influências gramaticais limitadas de chinês e russo. Já no Sul, o coreano incorporou diversos neologismos em inglês.
Ao longo do tempo, empresas sul-coreanas criaram termos para novas papéis e funções, refletindo a rápida adaptação a contextos comerciais modernos. O contraste entre as duas variantes ganhou relevância para a comunicação cotidiana.
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