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Dez países concentram dois terços das pessoas mais afetadas pela fome

Conflitos seguem como principal motor da insegurança alimentar; 266 milhões em 47 países em 2025, dois terços em dez nações, com perspectivas sombrias para 2026

Um total de 266 milhões de pessoas em 47 países ou territórios sofreram níveis elevados de insegurança alimentar aguda em 2025 - (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • Em 2025, 266 milhões de pessoas em 47 países ou territórios sofreram níveis elevados de insegurança alimentar aguda.
  • Dois terços dessas pessoas estavam em 10 países; um terço no Sudão, Nigéria e República Democrática do Congo.
  • Os conflitos continuam sendo o principal fator da insegurança alimentar aguda, com perspectivas para 2026 consideradas sombrias.
  • Pela primeira vez, o relatório registra fome em Gaza e em partes do Sudão no mesmo ano; avanços em Bangladesh e Síria foram quase anulados pela deterioração no Afeganistão, RDC, Mianmar e Zimbábue.
  • A queda no financiamento da ajuda humanitária, o aumento de preços de fertilizantes e o conflito no Oriente Médio podem agravar as crises, impactando a produção agrícola.

Dois terços das pessoas em crise alimentares em 2025 estavam em 10 países, com um terço concentrado no Sudão, Nigéria e RDC. O total de 266 milhões de pessoas em 47 países enfrentou insegurança alimentar aguda, segundo o Relatório Mundial sobre Crises Alimentares, apoiado pela ONU.

O estudo aponta que conflitos continuam como principal fator, e que cenários climáticos extremos podem manter ou agravar a situação em diversas nações. As perspectivas para 2026 são descritas como sombrias, dada a combinação de guerras e choques climáticos.

Pela primeira vez, o relatório identifica fome em Gaza e em partes do Sudão no mesmo ano, ampliando a compreensão da crise. O documento marca 2015 como referência de comparação para demonstrar a progressão da insegurança alimentar global.

Ao todo, 266 milhões de pessoas em 2025 representam quase o dobro do registrado há nove anos, destacando o aumento contínuo da vulnerabilidade. O relatório também aponta queda no financiamento da ajuda humanitária e novas pressões por conta de guerras regionais.

A escalada de conflitos e o custo mais alto de insumos agrícolas aparecem como fatores que elevam a necessidade de alimentos. O Estreito de Ormuz, importante rota de petróleo, elevou preços de fertilizantes, impactando produtores.

Segundo Álvaro Lario, presidente do FIDA, a temporada de plantio ocorre em meio a choques de energia e fertilizantes. A pauta de ajuda deve favorecer pequenos agricultores, com investimentos em água e culturas resistentes às mudanças climáticas.

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