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EUA avaliam punir aliados e suspender Espanha da Otan, diz agência

Pentágono avalia punir aliados da Otan, incluindo suspensão da Espanha, por falta de apoio logístico no indi–IRã e frustração com bases aéreas e rotas de sobrevoo

Donald Trump
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  • Documento interno do Pentágono, elaborado por Elbridge Colby, lista opções para punir aliados da Otan considerados pouco cooperativos nas operações na guerra contra o Irã e cita a possibilidade de suspender a Espanha da aliança.
  • O texto usa o termo ABO (acesso, bases e sobrevoo) para indicar o mínimo logístico que Washington espera dos parceiros.
  • O email mostra frustração com países que não ofereceram apoio logístico básico, como bases, espaço aéreo e rotas de sobrevoo.
  • Também sugere rebaixar nações em posições estratégicas dentro da Otan e revisar o apoio diplomático a territórios europeus, como as Ilhas Malvinas.
  • A Espanha afirmou ser “membro confiável” da Otan e pediu que se leve em conta apenas posições oficiais de governo, não conteúdos de emails, disse Pedro Sánchez.

Um documento interno do Pentágono, divulgado com exclusividade pela Reuters, aponta opções para punir aliados da OTAN que, segundo os EUA, não contribuíram de forma suficiente nas operações da guerra contra o Irã. Entre as medidas em estudo aparece a possibilidade de suspender a Espanha da aliança.

O texto foi elaborado por Elbridge Colby, principal assessor de política do Departamento de Defesa, e expõe frustração com países que não teriam oferecido apoio logístico básico, como bases militares, espaço aéreo e rotas de sobrevoo. Esses elementos são chamados de ABO: acesso, baseamento e sobrevoo.

Segundo o porta-voz do Pentágono, Kingsley Wells, a reclamação é de que os EUA fizeram muito pelos aliados, mas eles não estiveram presentes quando mais se precisou. A fala reforça o tom agressivo do documento sobre o apoio que Washington considera indispensável.

Entre as propostas do email está a reclassificação de países considerados difíceis em posições estratégicas dentro da OTAN e até a revisão do apoio diplomático dos EUA a territórios europeus no exterior, como as Ilhas Malvinas. O arquipélago é disputado entre Reino Unido e Argentina.

A tensão aumenta no contexto da guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro. O governo americano tem pressionado aliados a intensificar a participação, em especial na revitalização de rotas estratégicas para o petróleo no Estreito de Ormuz. Há também discussões sobre eventual retração dos EUA na aliança.

Países como Espanha, França e Reino Unido têm resistido a envolvimentos diretos nas ações militares, afirmando que isso equivaleria a um engajamento formal na guerra. Em Madri, o governo espanhol nega uso de bases ou de espaço aéreo para ataques contra o Irã.

A resposta do governo espanhol veio rapidamente. O primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o país continua sendo um membro confiável da OTAN e minimizou o teor do documento, destacando que decisões não são tomadas por meio de emails, mas por posições oficiais de governo. Isso ocorreu durante uma reunião de líderes europeus em Nicósia, no Chipre.

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