- Reza Pahlavi, filho do último xá, foi atingido por molho de tomate em Berlim, durante caminhada após uma entrevista coletiva.
- O atacante foi detido pela polícia; a identidade e a motivação do suspeito não foram divulgadas.
- O incidente ocorreu durante a viagem de Pahlavi à Alemanha para buscar apoio europeu a uma mudança de regime no Irã, com manifestações na cidade.
- O governo alemão afirmou que não há planos de se reunir com o exilado, considerado uma figura da oposição monarquista.
- Pahlavi disse, na coletiva, que a Europa enfrenta uma escolha entre um regime moribundo e um Irã livre, criticando o atual cessar-fogo no país.
Reza Pahlavi, herdeiro do extinção do Xá do Irã, foi atingido por um líquido vermelho nesta quinta-feira, em Berlim, durante caminhada após uma entrevista coletiva. O material, inicialmente descrito como suco de tomate, atingiu o pescoço e o ombro do opositor. A polícia prendeu o agressor, cuja identidade e motivação não foram divulgadas. O exilado não ficou ferido.
Segundo a força policial, o convidado da coletiva foi atingido na frente do prédio, e o suspeito foi detido logo em seguida. As autoridades não forneceram detalhes adicionais sobre o caso nem sobre o estado do investigado.
A visita acontece em meio a uma passagem por Berlim para angariar apoio europeu a uma mudança de regime no Irã. A agenda previa encontros com deputados do Bundestag, mas não havia planos de reunião com autoridades do governo alemão. O governo afirmou que a visita é particular e que não caberia ao Executivo conduzir tais contatos.
Contexto da visita
Na coletiva, Pahlavi pediu intervenção humanitária dos EUA, conforme sua visão de uma saída para o Irã. Ele criticou o atual cessar-fogo no conflito regional, afirmando que ele beneficia o regime iraniano. A diaspórica apoiou o herdeiro com bandeiras monárquicas, enquanto manifestantes contrários também estiveram presentes.
A polícia de Berlim mobilizou cerca de 800 agentes para manter a ordem, diante de manifestações de diferentes segmentos da diáspora iraniana. Em Berlim, o ex-príncipe tem sido uma figura de oposição ao regime, defendendo uma transição após o eventual colapso político no Irã.
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