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G7 avança em acordos ambientais sob pressão dos EUA, sem mudanças climáticas

Ministros do G7 fecham acordos ambientais sem abordar mudanças climáticas, sob pressão dos EUA; Brasil participa, com foco em oceanos e biodiversidade

Ministra francesa do Meio Ambiente, Monique Barbut, celebrou resultados de reunião preparatória do G7, em meio a crise do multilateralismo. (24/04/2025)
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  • Ministros do Meio Ambiente do G7 e países convidados assinaram sete documentos para orientar a cúpula de junho, em Evian-les-Bains, na França, com foco em oceanos e biodiversidade.
  • Sob pressão dos Estados Unidos, a agenda não incluiu mudanças climáticas como tema central, apesar de debate ter ocorrido de forma transversal nos relatos.
  • A participação dos EUA foi representada por Usha-Maria Turner, da Agência de Proteção Ambiental, e o Brasil, com o ministro João Paulo Capobianco, avaliou a cooperação como positiva.
  • Entre os temas, ficou combinado avançar em alianças estratégicas e ações de proteção aos oceanos, biodiversidade e combate à poluição, sem discutir saída de combustíveis fósseis.
  • A cúpula do G7 está marcada para 15 a 17 de junho; o Brasil e a França participam, com expectativa de presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ministros do Meio Ambiente do G7 e de países convidados, incluindo o Brasil, encerraram duas jornadas de reuniões pré-cúpula na sexta-feira (24). O encontro, em Paris, resultou em sete documentos que servirão de base para as discussões da cúpula de Evian-les-Bains, na França, em junho. A agenda climática ficou de fora, substituída por temas como oceanos e biodiversidade.

Segundo a ministra francesa da Transição Ecológica, Monique Barbut, o objetivo foi preservar o diálogo entre as potências, mesmo diante de mudanças políticas. Ela afirmou que as mudanças climáticas não entraram como prioridade direta, para evitar maiores dificuldades na negociação entre parceiros.

Representante americana presente no encontro, a diretora associada da Agência de Proteção Ambiental dos EUA para Assuntos Internacionais, Usha-Maria Turner, sinalizou uma postura construtiva. Em entrevista à imprensa, Barbut destacou a cooperação dos EUA, mesmo com a agenda ambiental limitada.

O ministro brasileiro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que as discussões sobre clima surgiram de forma transversal. Ele destacou temas como dessertificação, conservação da biodiversidade e proteção dos oceanos como parte do debate amplo.

Entre os itens assinados, três visam alianças estratégicas, três são declarações políticas e um traça a trilha ambiental do G7. A presidente francesa da comitiva ambiental destacou ainda a busca por financiamento da biodiversidade, envolvendo setor público e privado, com foco em África.

A ministra ressaltou que a inclusão de temas sensíveis, como poluentes persistentes e poluição hídrica, foi possível graças à abordagem abrangente. Contudo, não houve qualquer definição sobre a retirada de combustíveis fósseis.

A Colômbia organiza, a partir desta quinta-feira, sua conferência internacional sobre o tema, com a participação do Brasil e da França, entre mais de 60 países. A cúpula do G7 está marcada para ocorrer entre 15 e 17 de junho.

As medidas planejadas contemplam a criação da Aliança para a Gestão de Áreas Marinhas Protegidas e reforço na luta contra a pesca ilegal, que representa até 20% das capturas globais, segundo Barbut. A cúpula, em Evian, deve ainda discutir uma iniciativa de financiamento da biodiversidade envolvendo múltiplos setores.

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