- Hezbollah afirma que Israel mantém operações no sul do Líbano para construir uma zona tampão, mesmo com a prorrogação do cessar-fogo por três semanas anunciada pelos EUA.
- A trégua, válida desde 17 de abril, teve extensão anunciada após negociações em Washington, mas o Hezbollah rejeita as negociações e mantém ações na linha de frente.
- O conflito desde março já deixou mais de 2.400 mortes e desalojou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano.
- O presidente dos Estados Unidos disse esperar encontro entre o primeiro‑ministro de Israel e o presidente do Líbano nas próximas semanas.
- A zona tampão abrange cerca de 6% do território libanês; moradores relatam bombardeios diários e a região fica sob restrições de entrada de civis.
O Hezbollah afirma que Israel mantém operações no sul do Líbano nesta sexta-feira, 24, visando a construção de uma zona tampão, mesmo com a prorrogação do cessar-fogo anunciada pelos Estados Unidos. Segundo a organização, as ações ocorrem em meio à expectativa de extensão do acordo entre as partes.
O governo dos EUA informou que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano seria prorrogado por três semanas, após nova rodada de negociações em Washington. Donald Trump comunicou a extensão pela rede social Truth Social e disse que os EUA apoiarão o Líbano para se proteger do Hezbollah. A promessa não foi aceita pela milícia, que rejeita as negociações.
A prorrogação foi anunciada após negociações entre representantes dos dois países, ocorridas na capital norte-americana na quinta-feira, 23. A continuidade dos confrontos, mesmo com o cessar-fogo vigente, foi observada por fontes locais e internacionais, mantendo o cenário de tensão.
A zona tampão, que envolve cerca de 6% do território libanês, permanece sob controle israelense e continua servindo de base para operações no sul do Líbano. Beirute pediu a Tel Aviv que interrompa demolições em massa na região, onde o Hezbollah acusa avanços de fortificações em vários pontos da fronteira.
Moradores locais relatam bombardeios diários e a presença de forças israelenses em posições elevadas próximas à fronteira. A cidade de Tiro, tradicional reduto do Hezbollah, ficou sob o alcance potencial da artilharia israelense, que justifica a operação como forma de conter o grupo xiita. A população teme que a zona tampão seja pretexto para alterações permanentes no mapa territorial libanês.
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