- O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou que Teerã mantém negociações constantes com a Rússia para acelerar a construção e a conclusão das novas unidades da usina de Bushehr.
- Jalali disse, em entrevista à agência estatal russa RIA Novosti, que espera avanços mais rápidos e que os dois países seguem em contato para garantir a continuidade do projeto, incluindo a atuação de funcionários da Rosatom (empresa estatal russa).
- A usina de Bushehr é o principal complexo nuclear em operação no Irã e depende da cooperação técnica da Rosatom para a expansão de suas unidades.
- Jalali mencionou a possibilidade de o Irã cobrar tarifas de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, com isenções para aliados, incluindo a Rússia, conforme o Ministério das Relações Exteriores iraniano.
- O Irã acusou Israel e Estados Unidos de bombardear áreas próximas à usina no início do mês; houve morte de um trabalhador e quase duzentos operários foram retirados pela Rússia; em junho de 2025, houve ataque direto à usina, com alerta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o risco de catástrofe.
O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou que Teerã mantém negociações constantes com a Rússia para acelerar a construção e a conclusão das novas unidades da usina de Bushehr. A declaração foi dada à agência Fars News, com base em uma entrevista à RIA Novosti.
Jalali ressaltou que o avanço das obras depende de cooperação contínua entre os dois países e que as condições devem permitir que funcionários da Rosatom desempenhem seus trabalhos. A usina de Bushehr é o principal complexo nuclear em operação no Irã.
O embaixador citou ainda a possibilidade de o Irã cobrar tarifas de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, anunciando que aliados como a Rússia poderiam receber isenções. O Ministério das Relações Exteriores iraniano trabalha para assegurar esses privilégios a países considerados “amigos”.
Ataques e Segurança
O Irã acusou Israel e Estados Unidos de bombardearem áreas próximas à usina no início deste mês, com autoridades brasileiras relatando a quarta incidência de explosões ao redor do complexo desde o início da guerra. Um funcionário morreu e quase 200 trabalhadores foram retirados, segundo fontes próximas ao governo iraniano.
Rússia, que opera apoio técnico ao complexo, confirmou a retirada de parte da equipe. O ataque gerou alerta sobre a proteção de instalações nucleares. Em junho de 2025, o Conselho de Segurança da ONU informou que a situação no entorno de Bushehr poderia ter desencadeado uma catástrofe nuclear, conforme alerta da AIEA. O chefe da agência pediu contenção de atividades militares e maior proteção às instalações.
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