- O Irã está em contato com Moscou para concluir a usina nuclear de Bushehr, no sul do país, com participação russa.
- A construção da segunda fase, que incluiria duas unidades, foi suspensa devido ao conflito com Estados Unidos e Israel.
- A Rússia evacuou a maior parte de seus especialistas; 20 permanecem no local para proteger equipamentos e supervisionar o canteiro, conforme a Rosatom.
- Ataques ao redor da usina causaram danos a prédios e mortes de um funcionário de segurança, segundo a Organização de Energia Atômica do Irã, e a AIEA alertou para o risco de uma possível catástrofe nuclear.
- A usina foi iniciada em mil novecentos e setenta e cinco por empresas alemãs, concluída em dois mil e onze pela Rússia, e a Unidade um já opera com cerca de mil megawatts de capacidade.
Irã negocia retomar construção de usina de Bushehr com a Rússia. Embaixador iraniano na Rússia afirmou que o país mantém contato com Moscou para concluir a usina, no sul do Irã. A segunda fase, com duas unidades, está suspensa desde o início do conflito com EUA e Israel.
O objetivo é acelerar a construção e a conclusão de novas unidades na usina de Bushehr, situada no litoral sul. A ideia é permitir que a Rosatom, empresa estatal russa, possa seguir com os trabalhos assim que as condições forem viabilizadas.
O Irã já opera uma unidade de Bushehr desde 2011, com participação russa. A Rússia evacuou a maior parte de seus especialistas após ataques regionais; apenas um contingente permanece para proteger equipamentos e acompanhar o canteiro.
Ataques ao redor da usina causaram danos a prédios auxiliares e um segurança morreu, segundo a Organização de Energia Atômica do Irã. A AIEA alertou para o risco de uma catástrofe nuclear em caso de novos ataques.
A construção começou em 1975 com empresas alemãs e foi concluída em 2011 pela Rosatom. Bushehr é a primeira usina nuclear no Oriente Médio, com o Reator 1 em operação e contribuindo com cerca de 1.000 MW à rede.
Nos EUA, o fim do programa nuclear iraniano já foi utilizado como justificativa para ações militares. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o tema não é mais o foco principal das tratativas atuais, citando a inviabilidade do enfoque diante da guerra vigente.
Ele ressaltou que a prioridade agora é encerrar o conflito de forma que atenda aos interesses do Irã. Também criticou narrativas que associam o Irã a armas nucleares, apontando uso histórico do tema para pressão regional e citando a percepção de que Israel mantém arsenais na região.
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