- Vídeo de quase 20 minutos exibido no tribunal de San Isidro reacende o debate sobre negligência médica na morte de Diego Armando Maradona.
- As imagens mostram o ex-jogador deitado em cama em casa, com o rosto e o abdômen inchados, sem equipamento médico ao redor.
- O socorrista Juan Carlos Pinto reiterou o estado crítico ao chegar ao local, com edema e ausência de desfibrilador ou oxigênio no quarto.
- O quadro clínico é descrito como indicativo de acúmulo de gordura e ascite, condição associada a doenças como cirrose hepática.
- O julgamento, retomado após interrupção, envolve sete profissionais de saúde suspeitos de negligência e possível homicídio; caso pode resultar em penas entre oito e vinte e cinco anos.
Um vídeo de quase 20 minutos exibido no tribunal de San Isidro reacende o debate sobre as circunstâncias da morte de Diego Armando Maradona. As imagens foram apresentadas durante o julgamento sobre possível negligência médica na morte do astro do futebol.
O vídeo mostra Maradona em condições críticas na residência, sem equipamentos médicos visíveis ao redor. Familiares reagiram emocionados ao ser exibido, enquanto outros ocultaram o rosto diante das imagens.
O material reforça o depoimento do socorrista Juan Carlos Pinto, que chegou à casa de ambulância. Ele descreveu inchaços acentuados no rosto, membros e abdômen, sugerindo estado de saúde deteriorado.
Segundo o profissional, há sinais de edema e ascite, indicativos de possível complicação hepática relacionada a cirrose. O ambiente do quarto foi questionado por não apresentar itens de atendimento médico.
Pinto também afirmou que não havia desfibrilador, oxigênio ou qualquer estrutura de suporte médico no local. A versão coincide com relatos de um policial presente no momento da morte.
O processo, iniciado na Argentina, investiga sete profissionais de saúde por negligência e homicídio. Entre eles estão psiquiatra, neurocirurgião, psicólogo, dois médicos, enfermeiro e enfermeiro-chefe.
Uma oitava profissional responde em processo separado. Todos negam responsabilidade e sustentam que a morte ocorreu por causas naturais.
Maradona morreu em 2020, aos 60 anos, três semanas após uma cirurgia no cérebro. O quadro incluiu insuficiência cardíaca e edema pulmonar agudo, com acúmulo de líquido nos pulmões.
A nova fase do julgamento começou nesta semana, após atraso causado pela suspensão do anterior. A juíza Julieta Makintach deixou o cargo por irregularidades envolvendo um documentário não autorizado.
O caso tramita com sessões realizadas duas vezes por semana, às terças e quintas. Se houver condenação, as penas vão de 8 a 25 anos de prisão.
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