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Justiça argentina ordena apreensão de bens da ex-presidente Cristina Kirchner

Justiça argentina confirma confisco de bens de Cristina Kirchner, condenada por corrupção, e determina indenização de cerca de US$ 500 milhões, com prisão em domicílio

A ex-presidente Cristina Kirchner em 10 de junho de 2025 — Foto: REUTERS/Tomas Cuesta
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  • Um tribunal de recursos da Argentina manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, no âmbito de uma condenação por corrupção que resulta em seis anos de prisonamento.
  • A decisão sustenta que Kirchner e outros condenados devem pagar cerca de US$ 500 milhões em indenizações.
  • Kirchner está em prisão domiciliar desde junho de 2025, após a Suprema Corte manter a condenação de 2022 e proibir sua atuação em cargos públicos.
  • A investigação aponta direcionamento de obras públicas na província de Santa Cruz a uma empresa ligada a Lázaro Báez; promotores afirmam que parte do dinheiro pode ter retornado à família Kirchner.
  • Conforme o jornal La Nación, Kirchner transferiu propriedades para os filhos como adiantamento de herança, incluindo hotéis e apartamentos no sul do país.

A Justiça da Argentina manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, no âmbito de uma condenação por corrupção. O tribunal de recursos confirmou a decisão anterior, que determina o pagamento de cerca de US$ 500 milhões em indenizações por parte de Kirchner e de outros condenados. A decisão foi anunciada pelo diário La Nación nesta sexta-feira.

Kirchner cumpre pena de seis anos de prisão em regime de prisão domiciliar, em Buenos Aires, após a Suprema Corte ter proibido a ex-presidente de exercer cargos públicos em 2022. A defesa havia contestado o confisco, sem sucesso, até onde chegou a decisão atual do tribunal de recursos.

O processo investiga suposto direcionamento e superfaturamento na concessão de obras públicas na província de Santa Cruz, berço político dos Kirchner. Promotores afirmam que empresas ligadas a um dirigente local teriam recebido vantagens indevidas, com parte dos recursos supostamente desviados retornando à família Kirchner.

Dados do caso e extensão da condenação

A ação começou em 2019, com foco em obras rodoviárias públicas na Patagônia. O Ministério Público chegou a pedir 12 anos de prisão para Kirchner, mas a pena foi reduzida para seis anos. O caso envolve o empresário Lázaro Báez, apontado como beneficiário de favoritismo em contratos.

A decisão de confisco, mantida pelos tribunais superiores, abrange propriedades transferidas pela ex-presidente e por outros condenados a familiares e terceiros. Segundo o veículo de imprensa, diversas propriedades foram transferidas como adiantamento de herança, incluindo hotéis e imóveis na região sul do país.

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