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Meta compra Manus; China restringe investimentos dos EUA em startups

China restringe investimentos dos EUA em startups de tecnologia após a compra da Manus pela Meta, exigindo aprovação governamental para aportes

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  • A China, por meio da Comissão de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), determinou que empresas de tecnologia do país só podem receber investimentos de empresas dos Estados Unidos com aprovação governamental prévia.
  • A medida foi impulsionada pela compra da Manus pela Meta, avaliada em US$ 2 bilhões, considerada pela China como uma tentativa de reduzir o poder tecnológico nacional.
  • A decisão envolve várias agências e mira controles de exportação, investimento estrangeiro e concorrência, com orientações para rejeitar aportes de norte-americanos não autorizados.
  • No caso da ByteDance, proprietária do TikTok, a restrição se aplica a vendas secundárias de ações, impedindo investidores americanos de adquirir participação sem autorização de Pequim.
  • A medida sinaliza um freio ao acesso ao capital global para empresas chinesas, em meio a tensões de longa data entre China e Estados Unidos em tecnologia e investimentos.

A China impôs novas regras para investimentos externos em tecnologia, restrigindo aportes de empresas americanas. A medida, anunciada após a aquisição da Manus pela Meta, passa a exigir avaliação governamental para qualquer investimento de origem dos EUA em companhias chinesas de tecnologia. A decisão vem acompanhada de orientações de diversas agências para rejeitar ofertas não autorizadas.

A operação da Manus, comprada pela Meta por cerca de 2 bilhões de dólares, foi alvo de escrutínio pela Comissão de Segurança Nacional da China. O governo chinês informou que a aquisição visava reduzir o poder tecnológico nacional e exigiu avaliação de controles de exportação, investimento estrangeiro e concorrência.

Ao longo do processo, a National Development and Reform Commission (NDRC) orientou empresas privadas a recusarem investimentos norte-americanos sem aprovação formal. Fontes citadas pela Bloomberg indicam que as maiores empresas afetadas são Moonshot AI, StepFun e ByteDance.

ByteDance, dona do TikTok, passa a enfrentar restrições específicas em operações de venda de participações no mercado secundário sem anuência de Pequim. A empresa tem histórico de pressão política nos EUA, incluindo negociação sobre a venda de operações no país.

A medida representa um recuo estratégico para Pequim, que antes buscava atrair capital estrangeiro para setores como veículos elétricos e semicondutores. A mudança amplia barreiras para empresas chinesas captarem capital externo, especialmente dos EUA.

Do lado americano, as autoridades também restringem investimentos em empresas chinesas de semicondutores, computação quântica e IA desde 2025, citando segurança nacional. O movimento contribui para um cenário de crescente isolamento entre os dois blocos tecnológicos.

Contexto regulatório

A NDRC passa a orientar companhias a avaliar cuidadosamente ofertas de investidores estrangeiros. A nova política amplia a supervisão sobre fluxos de capital e intercâmbio de tecnologias avançadas entre China e Estados Unidos.

Impacto provável

Analistas mencionam possível retração de investimentos externos em startups chinesas, com maior foco em parceiras locais. Startups chinesas podem buscar alternativas de financiamento em mercados fora dos EUA.

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