- Ali Fayyad, parlamentar do Hezbollah, disse que o cessar-fogo entre Israel e Líbano não faz sentido diante dos ataques de Israel.
- Ele comentou a extensão de três semanas da trégua anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- O Hezbollah afirmou ter o direito de responder a ataques israelenses contra alvos no Líbano.
- Os confrontos entre Israel e Hezbollah recomeçaram no início de março, encerrando o cessar-fogo vigente desde novembro de 2024.
- A ofensiva israelense já deixou 2,9 mil mortos e 7,5 mil feridos, com ataques aéreos e ações terrestres que avançam pelo sul do Líbano, incluindo Beirute.
Um parlamentar do Hezbollah afirmou nesta sexta-feira que o cessar-fogo entre Israel e Líbano não faz sentido diante dos ataques contínuos de Israel, após o anúncio da extensão da trégua por três semanas. A fala foi de Ali Fayyad, dirigente do grupo apoiado pelo Irã.
A extensão da trégua foi anunciada pelo presidente dos EUA na quinta-feira, em meio às hostilidades entre as partes desde o início de março. O Hezbollah respondeu rapidamente, destacando o direito de responder a ações israelenses no território libanês.
Israel e Hezbollah retomaram confrontos no início de março, encerrando o cessar-fogo vigente desde novembro de 2024. A ofensiva começou depois de ataques de drones do Hezbollah contra Tel Aviv, em retaliação à operação associada aos EUA em Teerã iniciada em 28 de fevereiro.
As ações israelenses alcançaram várias regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute. Atividades militares incluíram ataques aéreos e operações terrestres com o objetivo de ampliar uma zona de segurança no sul do país.
Dados do Ministério da Saúde do Líbano apontam 2,9 mil mortos e 7,5 mil feridos desde o início do ciclo de hostilidades. As perdas humanas refletem a intensidade dos ataques e a extensão territorial das operações.
Contexto do cessar-fogo
A suspensão atual permaneceu em vigor até ser estendida pelo governo dos EUA, que citou manter a cessação de atos de violência enquanto houver a necessidade de diálogo e contenção.
Especialistas apontam que a ampliação da trégua busca reduzir as perdas civis e evitar uma escalada mais ampla na região, embora as partes mantenham posições firmes sobre retalição.
Observadores destacam que o equilíbrio entre dissuasão militar e negociações políticas continua desafiador, com questões ligadas a território, fronteiras e apoio regional influenciando as decisões.
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