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Promotores sul-coreanos pedem 30 anos adicionais para ex-presidente condenada

Promotores sul-coreanos pedem mais trinta anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, condenado à prisão perpétua, por ordenar drones e incentivar insurreição

O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol comparece a uma audiência de seu julgamento de impeachment no Tribunal Constitucional em Seul, em 13 de fevereiro de 2025 (JEON HEON-KYUN / POOL/AFP)
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  • Promotores especiais da Coreia do Sul solicitaram mais trinta anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, já condenado à prisão perpétua por insurreição.
  • Ele é acusado de ter ordenado o sobrevoo de drones militares sobre a Coreia do Norte em 2024 para criar pretexto para declarar a lei marcial; a tentativa falhou e culminou no impeachment.
  • Os promotores afirmam que o ex-chefe de Estado ajudou o inimigo e tentou “fabricar condições de guerra”, o que teria aumentado as tensões e levado ao vazamento de informações confidenciais após a queda dos drones.
  • Yoon apresentou recurso, alegando ter agido pelo bem da nação para proteger a liberdade diante de o que chamou de ditadura legislativa da oposição.
  • A legislação sul-coreana prevê apenas prisão perpétua ou pena de morte para insurreição; além da condenação principal, Yoon já cumpria cinco anos de pena por outras acusações, e outros membros do governo também foram condenados.

Promotores especiais da Coreia do Sul solicitaram mais 30 anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, já condenado à prisão perpétua. A nova pena estaria ligada à suposta ordem de sobrevoo de drones militares sobre a Coreia do Norte em 2024.

A acusação sustenta que Yoon liderou uma insurreição motivada por desejo de poder orientado para a ditadura, com o objetivo de criar condições para declarar a lei marcial naquele ano. A tentativa não teve sucesso e resultou no impeachment.

Segundo o Ministério Público, a ação teria aumentado as tensões com a Coreia do Norte e vazado informações confidenciais sobre capacidades das forças de segurança, após a queda dos drones. Yonhap informou os detalhes.

Yoon apresentou recurso, afirmando ter agido pelo bem da nação. Detido em regime de isolamento, ele nega irregularidades e diz buscar proteger a liberdade e a ordem constitucional diante de uma suposta ditadura legislativa.

Contexto do caso

A Coreia do Sul considera a democracia um marco, mas a tentativa de Yoon reacendeu lembranças de golpes entre 1960 e 1980. A lei sul-coreana prevê prisão perpétua ou pena de morte para insurreição.

Yoon já respondia a outros processos, com condenação prévia de cinco anos por acusações não especificadas no novo caso. Outros funcionários de alto escalão também foram condenados pela participação na tentativa de declarar lei marcial.

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