- Downing Street reiterou que a posição do Reino Unido sobre as Falklands é estável e não muda, com soberania do Reino Unido e direito de autodeterminação das ilhas.
- Memorando interno do Pentágono, vazado, sugere que os EUA poderiam reavaliar o apoio à reivindicação britânica devido à falta de apoio de outros membros da Otan à guerra contra o Irã.
- O documento também menciona a possível suspensão da Espanha da Otan por não permitir bases aéreas para aviões dos EUA durante a operação Epic Fury.
- Porta-voz de Keir Starmer afirmou que a relação de defesa com os EUA permanece forte e que a posição britânica sobre as Falklands continua inalterada.
- A lembrança da guerra de 1982 entre Reino Unido e Argentina permanece relevante, já que a questão continua disputada pela Argentina.
O governo britânico manteve sua posição sobre as Falklands, segundo Downing Street, após a divulgação de um e-mail interno do Pentágono. O documento sugere que os EUA reavaliem o apoio à reivindicação britânica sobre as ilhas em meio a críticas ao apoio a uma operação contra o Irã.
O memorando, indicado pela Reuters, propõe que os EUA revisem a política de endosso a reivindicações europeias sobre possessões coloniais antigas, com foco na soberania das Falklands, tema da guerra de 1982 entre Reino Unido e Argentina. A mensagem foi elaborada em resposta a frustrações da Casa Branca com o apoio de outros membros da Otan à operação contra o Irã.
O texto também citava a suspensão da Otan à Espanha por não permitir bases ou sobrevoos de aeronaves norte-americanas durante a operação militar, embora não fique claro se existem mecanismos para isso. A defesa britânica não se posicionou oficialmente sobre a viabilidade de tais medidas.
Kingsley Wilson, porta-voz do Pentágono, afirmou que o Departamento de Defesa oferecerá opções ao presidente para reforçar o compromisso dos aliados com a Otan, sem comentar detalhes de deliberações internas. Do lado britânico, o porta-voz de Starmer reiterou que a posição sobre as Falklands é clara, histórica e inalterada, com soberania do Reino Unido e direito à autodeterminação dos habitantes.
O porta-voz destacou que os habitantes das Falklands votaram de forma expressiva a favor de permanecer território britânico e que o governo britânico apoia esse direito à autodeterminação. Questionado sobre uma possível mudança de postura na administração de Donald Trump, o porta-voz afirmou que o Reino Unido não será pressionado e mantém uma relação de defesa considerada uma das mais importantes do mundo.
Historicamente, as Falklands foram retomadas pelo Reino Unido em 1982, após conflito de 74 dias que resultou em perdas de ambos os lados. A soberania permanece disputada pela Argentina, liderada pelo presidente Javier Milley, aliado de Trump, segundo relatos. O governo espanhol, por sua vez, enfatizou que atua dentro do marco da lei internacional e continua sendo um aliado leal à Otan.
O conteúdo do memorando não indica uma adoção imediata de mudanças, mas aponta para uma leitura potencial de que o tema pode gerar reações políticas no Reino Unido. Em 1982, o apoio dos EUA ao governo britânico foi considerado robusto, com cooperação de inteligência e apoio logístico.
Entre na conversa da comunidade