- O governo russo intensificou a censura online, bloqueando o Telegram em fevereiro e ampliando restrições a apps de mensagens e outros serviços.
- Internautas adotam uma “gincana” de VPNs: cada aplicativo é derrubado, e os usuários trocam de programa quase que em tempo real para manter acesso à internet.
- O serviço MAX, criado pelo governo para emular o WeChat, é promovido como multiplataforma, enquanto o Kremlin nega intenção de censurar tudo, focando em evitar ataques com drones.
- O uso de VPN na Rússia já corresponde a grande parte do mercado global, com a Rússia sendo o segundo país em utilização, perto de quarenta por cento do mercado, segundo a Demandsage.
- Putin comentou sobre os apagões, dizendo que ocorrem em situações operacionais para evitar ataques terroristas, ressaltando a prioridade da segurança da população.
O governo russo intensificou o cerco à internet do país, com bloqueios cada vez mais amplos que afetaram redes sociais, mensageiros e serviços online. Moradores de diversas regiões passaram a usar várias ferramentas para contornar a censura.
Ações recentes apontam para a proibição de aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram, usados por milhões no país. Autoridades defendem que as restrições visam evitar fraudes e terrorismo, enquanto empresas questionam a motivação política. A busca por alternativas é intensa.
Mudanças e respostas
Desde o início do ano, o WhatsApp foi proibido por não cumprir determinadas regras, e, em fevereiro, o Telegram teve restrições fortalecidas. A Meta, empresa por trás de Facebook, Instagram e X, é banida no território, sob alegação de cooperação inadequada com o governo.
Segundo relatos de usuários, incluindo um jornalista que prefere não divulgar o sobrenome, a navegação se tornou instável em Moscou. Eles relatam a necessidade de trocar de VPN frequentemente para manter o acesso a conteúdos bloqueados pelo Kremlin.
Entre as medidas de combate à censura, há a adoção de serviços que simulam o funcionamento de plataformas de uso comum, com o objetivo de manter canais de comunicação, negócios e informações em funcionamento diante de bloqueios.
Perspectivas e impactos
O governo afirma que as ações são temporárias e voltadas à segurança nacional, citando o risco de ataques e uso de drones na frente ucraniana. Putin declarou, em discurso recente, que apagões acontecem e que a prioridade é a proteção da população.
Profissionais de tecnologia e usuários relatam que a Rússia já era o segundo país com maior uso de VPN, atrás dos Emirados Árabes Unidos, o que sublinha a importância dessas ferramentas para manter a conectividade. A adoção de opções alternativas cresce diante do bloqueio de plataformas tradicionais.
A cidade de Moscou permanece como foco das mudanças, com relatos de instabilidade de serviços em diferentes áreas, inclusive em lojas online vinculadas a apps de pagamento e serviços de entrega, que dependem de plataformas digitais.
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