- O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia não faz parte do conflito, mas fará parte da solução no Oriente Médio, buscando maior protagonismo diplomático.
- Costa disse que cessar-fogos recentes entre Estados Unidos e Irã, e entre Israel e Líbano, são bem-vindos, mas as partes devem agir de boa-fé para alcançar a paz.
- As prioridades da UE são restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, buscar um cessar-fogo estável e impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
- A UE intensificou contatos com Jordânia, Líbano, Síria, Egito e Conselho de Cooperação do Golfo; França, em coordenação com o Reino Unido, lidera uma coalizão de mais de cinquenta países para uma missão defensiva multilateral em Ormuz.
- Costa alertou para impactos econômicos do conflito na Europa, com alta de preços de combustíveis; a Comissão Europeia já apresentou um pacote de medidas e o bloco pode ampliar a resposta. No longo prazo, a UE busca acelerar a transição energética e diversificar fontes domésticas, além de discutir o orçamento plurianual com meta de acordo até o fim do ano.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia não faz parte do conflito, mas fará parte da solução no Oriente Médio. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24), após reunião informal de líderes no Chipre.
Costa disse que os cessar-fogos entre EUA e Irã, e entre Israel e Líbano, são bem-vindos, desde que haja boa-fé de todas as partes para alcançar a paz. A UE pretende atuar de forma mais proativa nos esforços diplomáticos.
Entre as prioridades imediatas, o dirigente destacou a restauração da liberdade de navegação no estreito de Ormuz, o estabelecimento de um cessar-fogo estável e a luta para impedir que o Irã tenha armas nucleares.
Ele afirmou que a UE intensificou contatos diplomáticos com Jordânia, Líbano, Síria, Egito e o Conselho de Cooperação do Golfo. Em coordenação com a França e o Reino Unido, uma coalizão de mais de 50 países planeja uma missão multilateral para restaurar a navegação.
Costa ressaltou que o conflito tem impactos econômicos na Europa, com aumento dos preços dos combustíveis fósseis, prejudicando crescimento e afetando cidadãos e empresas. A Comissão Europeia já apresentou um pacote de medidas.
O líder europeu afirmou que o bloco está pronto para ampliar a resposta de forma coordenada, caso necessário. Em longo prazo, defendeu acelerar a transição energética e ampliar fontes limpas domésticas para fortalecer a segurança energética.
Os líderes também discutiram o próximo orçamento plurianual da UE e reiteraram a meta de fechar um acordo até o fim do ano. O tema da estabilidade regional foi tratado em conjunto com as novas informações de segurança.
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