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Anúncio dos EUA sobre olhos e ouvidos com Big Ben desperta tensão

Anúncio do serviço externo dos EUA, com Big Ben, provoca apreensão entre EUA e Reino Unido sobre vigilância e alinhamento estratégico

‘Sounds awfully spooky, like they’re recruiting for the CIA and not the state department,’ said a former UK diplomat.
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  • Um anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos recrutando americanos para atuar como “olhos e ouvidos” no exterior, com uma foto de Londres, gerou inquietação entre diplomatas dos dois países.
  • O anúncio convida os profissionais a “navegar pelas rivalidades entre grandes potências, difundir crises globais e proteger americanos e seus interesses ao redor do mundo”.
  • Comentários entre ex-diplomatas sugerem que a imagem pode sinalizar que Washington está observando de perto o Reino Unido, embora também haja explicações neutras para a escolha de Londres.
  • O Departamento de Estado havia congelado temporariamente a contratação da Agência Diplomática no ano passado, retomando-a recentemente após mudanças no processo de seleção e no currículo dos diplomatas.
  • As mudanças incluem a eliminação de questões ligadas a diversidade, equidade e inclusão e a introdução de um ensino centrado na política externa pró-América; a associação de diplomacia estrangeira tem expressado preocupações sobre possíveis impactos ideológicos.

A emenda publicada pelo Departamento de Estado dos EUA convocou cidadãos americanos para atuarem como “olhos e ouvidos” no exterior, em uma vaga de serviço exterior que incluiu uma imagem de Londres com a bandeira americana. A postagem, feita no fim de semana, convida profissionais a enfrentar rivalidades entre grandes potências, gerenciar crises globais e proteger interesses dos EUA ao redor do mundo. A divulgação gerou reações de diplomatas dos dois lados do Atlântico.

Membros de alto escalão do governo americano e do Reino Unido indicaram que a peça pode sinalizar desconforto nas relações bilaterais. Um ex-diplomata britânico sugeriu que a imagem pode soar como uma indicação de vigilância externa, enquanto um ex-funcionário americano comentou que a independência do Reino Unido em relação aos EUA aparece sob escrutínio. Ainda assim, há quem veja a escolha de Londres como aspecto puramente criativo.

A campanha ocorre após o Departamento de Estado ter interrompido temporariamente a contratação para o serviço exterior no ano anterior, devido a cortes na máquina administrativa. A retomada de recrutamento, anunciada no mês corrente, veio com mudanças no processo seletivo e no currículo de formação dos diplomatas. A nova abordagem elimina questões alinhadas a agenda de diversidade, equidade e inclusão, segundo relatos oficiais.

Repercussões internas no Brasil e em outros países foram relatadas com cautela: a American Foreign Service Association manifestou preocupações sobre a influência de ideologias na seleção e treinamento. Analistas destacam que a função de diplomatas pode ser vista de modo mais ativo como interlocutores, e não apenas como observadores passivos. A agência responsável pelos assuntos exteriores não respondeu de imediato aos contatos de reportagem.

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