- O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que a liderança do Irã está humilhando os Estados Unidos, levando autoridades americanas a viajar para Islamabad sem resultados.
- Merz destacou profundas divisões entre Washington e os aliados europeus da Otan, já tensionados por questões como a Ucrânia.
- Ele disse que os alemães e europeus não foram consultados antes de EUA e Israel iniciarem ataques ao Irã em 28 de fevereiro.
- O presidente Donald Trump criticou aliados da Otan por não enviarem forças navais para abrir o Estreito de Ormuz, cuja hidrovia ficou praticamente fechada.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã viajou para a Rússia após negociações fracassadas no Paquistão e em Omã.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a liderança do Irã está humilhando os Estados Unidos ao colocar as autoridades norte-americanas em deslocamento entre Islamabad e retornos sem resultados. A crítica foi feita durante palestra em Marsberg, na Alemanha, e aponta para tensões entre Washington e seus aliados da Otan.
Merz sustenta que não vê uma estratégia clara de saída dos EUA na escalada com o Irã e destacou divisões entre EUA e europeus da Otan já acalmadas por outras fricções, como a crise na Ucrânia. A fala ressaltou a percepção de que a parte iraniana é hábil em negociações e em evitar acordos concretos.
O chanceler também mencionou que os europeus, incluindo Alemanha, não teriam sido consultados antes do início dos ataques a Iran em 28 de fevereiro, segundo ele. Em resposta a isso, Merz informou ter transmitido sua ceticidade a Donald Trump na ocasião.
Desdobramentos
A imprensa aponta que o presidente dos EUA questiona a atuação de aliados da Otan, citando a falta de apoio naval para abrir o Estreito de Ormuz. A hidrovia continua com restrições que afetam o comércio e o abastecimento de energia global.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, partiu para a Rússia após negociações fracassadas no Paquistão e em Omã. O movimento ocorre em meio a tentativas de retomada de contatos diplomáticos com mediadores europeus.
Segundo apuração da Reuters, as negociações não obtiveram avanços significativos nos últimos meses, ampliando o papel da diplomacia europeia na busca por uma saída pacífica. As informações destacam o peso das posições norte-americanas e as tensões entre Washington e aliados na prática de política externa.
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