- Reguladores da China bloquearam a aquisição de Manus pela Meta, estimada em cerca de US$ 2 bilhões, após apuração de investimento estrangeiro.
- A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) teria proibido o negócio, exigindo que as partes envolvidas recuem da transação.
- A Meta afirmou à BBC que a transação “compliance com a lei aplicável” e que aguarda uma resolução adequada da consulta.
- Manus, criado na China e hoje baseado em Cingapura, diz oferecer um agente autônomo capaz de planejar, executar e concluir tarefas de forma independente.
- O caso ocorre em meio a tensões entre EUA e China no setor de tecnologia e a preocupação regulatória sobre aquisições estrangeiras de empresas de IA.
O governo chinês bloqueou a aquisição de cerca de 2 bilhões de dólares da startup de IA Manus pela Meta, proprietária do Facebook. A decisão foi anunciada após a conclusão de que o negócio violaria restrições de investimento estrangeiro, com a instituição pedindo a retirada da transação. A Meta afirmou que o acordo está em conformidade com a lei e espera uma resolução adequada.
Manus, criado na China e hoje com base em Cingapura, afirma desenvolver um agente de IA capaz de atuar de forma autônoma, planejar, executar e concluir tarefas conforme instruções. A aquisição permitiria integrar esse serviço às plataformas da Meta, segundo planos divulgados anteriormente.
A operação acompanha meses de escrutínio regulatório na China sobre compras estrangeiras no setor de tecnologia. Reguladores chineses já haviam destacado controles estritos para exportação e venda de tecnologia a firms estrangeiras.
Contexto regulatório
A China mantém regras rígidas para investimentos estrangeiros em tecnologia e já exigiu aprovações para negócios de alto risco. Em março, foi reportado que dois cofundadores da Manus ficaram impedidos de deixar o país durante a análise da operação pela Meta.
A tensão entre Estados Unidos e China também influencia o cenário. Autoridades americanas sinalizam ações para proteger avanços em IA, enquanto Pequim reitera posição de inovação local e controle de tecnologias sensíveis.
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