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Colômbia vive escalada de violência a um mês das eleições presidenciais

Nova escalada de violência na Colômbia, a pouco mais de um mês das eleições, deixa dezenas de mortos em Cauca e provoca reforço militar

Um veículo danificado após um ataque a bomba que matou quase vinte pessoas na Rodovia Pan-Americana, no distrito de El Tunel, em Cajibio, Colômbia, em 26 de abril de 2026.
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  • Desde 24 de abril, a Colômbia registra uma escalada de violência na região de Cauca, com 26 ataques no fim de semana, incluindo um que deixou pelo menos 20 mortos em uma rodovia do departamento.
  • O ataque foi atribuído a dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e ocorreu durante um bloqueio, atingindo mais de uma dezena de veículos; ao menos cinco civis ficaram feridos, incluindo menores.
  • O governo anunciou uma recompensa de até 5 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 7 milhões) por informações que levem à captura dos responsáveis e convocou um conselho extraordinário de segurança.
  • O presidente Gustavo Petro classificou os ataques como atos terroristas e determinou reforço das operações militares e de inteligência; o ministro da Defesa, general Pedro Sánchez, foi ao Cauca para acompanhar o destacamento.
  • Em Cauca, três dias de luto foram decretados; as facções dissidentes seguem as ações violentas, e a oposição critica a política de segurança, pedindo revisão estratégica.

No país vive-se uma escalada de violência a pouco mais de um mês das eleições presidenciais. Desde 24 de abril, ataques se intensificaram na região de Cauca, no sudoeste colombiano, deixando dezenas de mortos e feridos.

O governo convocou um conselho extraordinário de segurança e anunciou uma recompensa de até 5 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 7 milhões) por informações que levem à captura dos responsáveis. A medida busca conter o recrudescimento do conflito.

Na semana passada, ocorreram 26 ataques em diversas regiões. Um deles, na Rodovia Pan-Americana, em Cajibío, causou pelo menos 20 mortes e dezenas de feridos, segundo fontes oficiais. A explosão atingiu um bloqueio de dissidentes das FARC.

De acordo com o Exército, a explosão atingiu mais de uma dezena de veículos, arrastando-os por vários metros. Testemunhas relataram danos extensos e testemunhos de cenas dramáticas. Vítimas são, segundo informações preliminares, civis, com pelo menos cinco menores entre os feridos.

O presidente Gustavo Petro descreveu os ataques como atos terroristas e ordenou reforço das operações militares e de inteligência em todo o território. Também avaliou levar o caso a instâncias internacionais, como o Tribunal Penal Internacional.

O ministro da Defesa, general Pedro Sánchez, seguiu para o Cauca para supervisionar o destacamento militar. Em declaração pública, prometeu ampliar a presença de forças com dois pelotões blindados e reforço da tecnologia de vigilância.

Três dias de luto em Cauca

Em Cauca, autoridades decretaram três dias de luto oficial e solicitaram maior presença do Estado. A oposição tem criticado a política de paz total, afirmando que a estratégia facilita o fortalecimento de grupos armados e eleva a violência.

Candidatos à Presidência, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella, solicitaram revisão urgente da estratégia de segurança. A região enfrenta interrupções na infraestrutura e restrições de mobilidade provocadas pelos ataques.

Os dissidentes das FARC, liderados por Iván Mordisco, abandonaram as negociações de paz em 2024. Eles intensificam ações com explosivos, drones e confrontos contra civis e forças de segurança, especialmente no Cauca e na fronteira com Valle del Cauca.

As autoridades destacam que a situação exige resposta coordenada entre forças de segurança e inteligência. O objetivo é evitar novos ataques e restaurar a normalidade em áreas estratégicamente importantes para a região sudoeste.

RFI e AFP.

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