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Guerra no Irã completa dois meses com impasses pela paz e tensões em Ormuz

Guerra no Irã completa dois meses com cessar-fogo prorrogado, negociações de paz seguem estagnadas e risco de nova escalada persiste

Helicópteros das forças americanas sobrevoam o Estreito de Ormuz durante patrulha
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  • Guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira (28) com impasses nas negociações de paz e dificuldade de avanços entre EUA e Irã.
  • Donald Trump descartou enviar uma delegação ao Paquistão, mediador do conflito, citando longas horas de voo e afirmou que a guerra terminará em breve.
  • No dia 21, o governo americano prorrogou o cessar-fogo temporário contra o Irã até que representantes iranianos cheguem a uma proposta unificada para negociar a paz.
  • O Irã entregou ao Paquistão uma lista de pontos considerados inegociáveis, incluindo o fim do bloqueio do estreito de Ormuz em troca da retirada do tema nuclear.
  • O secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou que abrir o estreito de Ormuz sob condições rígidas não é aceitável para os EUA; o governo brasileiro cobra fim do programa nuclear iraniano.
  • Ao menos 3.375 pessoas morreram no Irã desde o início do conflito, segundo a emissora estatal IRIB.

A guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira e continua marcada por impasses nas negociações de paz. O conflito persiste apesar de esforços diplomáticos liderados pelo Paquistão, que atua como mediador. O governo dos EUA anunciou não enviará delegação ao Paquistão por motivos logísticos.

Donald Trump afirmou, em entrevista à Fox News, que prefere negociações por telefone e descartou o envio de representantes ao Paquistão, alegando longas horas de voo. O presidente reiterou que espera um desfecho próximo e ressaltou vantagens para Washington em eventual acordo.

No dia 21, o governo americano prorrogou o cessar-fogo temporário contra o Irã até que haja uma proposta unificada para negociações. A trégua originalmente terminaria em 7 de abril, o que foi flexibilizado diante das tratativas em curso.

Proposta de Teerã

A imprensa iraniana reportou que Teerã encaminhou ao Paquistão uma lista de pontos considerados inegociáveis. Entre as demandas, estaria o fim de bloqueios nos portos e a possível abertura do estreito de Ormuz, em troca de avanços na área nuclear.

Segundo o Axios, o Irã também condiciona a retirada de restrições impostas aos seus portos e o encerramento de sanções como parte de um acordo de paz. As propostas foram repassadas a Washington, mas não há indicação de aceitação.

O Paquistão informou que as negociações continuam, mesmo após o fracasso de encontros presenciais entre autoridades. A proposta iraniana foi enviada ao governo americano, que reage de forma cautelosa e busca consensos entre seus aliados.

Contexto e perspectivas

Autoridades iranianas, incluindo membros próximos do alto escalão, se mantêm no centro das negociações, enquanto rumores sobre a liderança do regime aparecem na imprensa. A possível mudança de liderança no Irã é citada como elemento relevante para o desfecho diplomático.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atingido alvos militares no território iraniano, incluindo sistemas de defesa aérea e aeronaves, em ações associadas ao conflito. O governo iraniano não confirmou oficialmente tais operações.

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