- A Human Rights Watch alerta para uma Copa do Mundo de 2026 marcada por “exclusão e medo” nos Estados Unidos, Canadá e México.
- A HRW aponta riscos de prisão, expulsão ou discriminação para torcedores, jornalistas e visitantes em meio a políticas migratórias dos EUA.
- A organização critica a FIFA por não usar sua influência para pressionar Washington a garantir direitos humanos durante o evento.
- Dados do governo americano indicam 167 mil detenções nas onze cidades-sede entre o início de 2025 e o começo de 2026.
- Quatro países classificados para a Copa (Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim) poderiam jogar sem torcedores por proibições de viagem dos EUA.
A Human Rights Watch alerta para uma Copa do Mundo de 2026 marcada pelo medo e pela exclusão, com foco nos Estados Unidos, Canadá e México. Em um documento para jornalistas, a organização também aponta riscos de restrições a migrantes, jornalistas e visitantes durante o torneio.
A HRW critica a FIFA por uma resposta considerada tímida e por não exercer maior influência junto a Washington para evitar violações de direitos. O texto cita a proximidade entre o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e o governo americano, destacando uma convivência próxima entre as lideranças.
Segundo a HRW, dados do governo americano indicam 167 mil detenções nas onze cidades-sede entre o retorno de Donald Trump ao poder no início de 2025 e o início de 2026. A organização cita ainda um caso em que um solicitante de asilo foi detido e expulsos por agentes do ICE após viajar com filhos para a final do Mundial de Clubes de 2025.
A reportagem também aponta que quatro países classificados para a Copa — Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim — podem jogar sem torcedores devido a proibições de viagem impostas pelo governo dos EUA a cidadãos desses países. A finalidade do evento é disputar o Mundial entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com partidas previstas nos três países anfitriões.
Andrea Florence, da Sport & Rights Alliance, solicita que a FIFA assegure que o torneio respeite os direitos humanos e contribua para seu progresso. A HRW reforça a necessidade de medidas claras para evitar discriminação e restrições de imprensa durante a competição.
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