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Irã propõe acordo sobre Estreito de Ormuz aos EUA; próximos passos avaliados

Irã propõe acordo para reabrir Estreito de Ormuz, mantendo impasse com EUA e sustentando alta do petróleo e risco inflacionário global

— Foto: Getty Images
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  • Irã propôs aos EUA reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito, sugerindo adiar as negociações sobre o programa nuclear; a ideia surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelar planos de enviar emissores ao Paquistão.
  • O ministro das Relações Exteriores do Irã retornou a Islamabad, onde autoridades paquistanesas tentam recompor o diálogo entre Teerã e Washington.
  • Os preços do petróleo voltaram a subir, com o mercado ainda pressionado por oferta restrita e atraso na normalização dos fluxos na região.
  • O Goldman Sachs elevou a projeção para o Brent, para até US$ 90 por barril no fim de 2026, citando redução de estoques e oferta regional apertada.
  • Além do petróleo, gás natural e alimentos podem ser impactados pelo conflito, elevando riscos de inflação global e dificultando decisões de bancos centrais.

Os Estados Unidos e o Irã entraram em novo impasse nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, enquanto o petróleo reage com alta sobre o risco geopolítico. Trump cancelou envio de emissários a Islamabad para diálogo, citando disputa interna no Irã. O Irã, por sua vez, apresentou uma nova proposta.

A proposta iraniana visa reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito, com o adiamento de questões do programa nuclear, segundo a CNBC, citando fontes conhecedoras e governo americano. Abbas Araghchi retornou a Islamabad no domingo.

Em meio à incerteza, os preços do petróleo sobem, mantendo prêmio de risco no mercado de energia. O Brent tem forte volatilidade e há expectativa de que o choque persista mesmo com avanços eventuais.

Perspectivas de preço e oferta

O Goldman Sachs elevou a projeção do Brent para US$ 90/bbl ao fim de 2026, citando oferta restrita pela normalização regional mais lenta e baixa de estoques. A instituição aponta técnica de oferta reduzida.

Relatórios indicam que estoques teriam recuado entre 11 e 12 milhões de barris/dia em abril, pressionando ainda mais os preços. A normalização das exportações regionais deve ocorrer apenas no fim de junho, segundo a instituição.

Impactos setoriais e expectativas

A Invesco estima piso de US$ 80 por barril para o Brent, caso a normalização não se acelere. Analistas alertam que duração do conflito pode reduzir demanda, elevando ainda mais os custos para países importadores.

Além do petróleo, o conflito impacta gás natural e alimentos, elevando custos de fertilizantes e agrícolas. O efeito pode complicar a atuação de bancos centrais diante de choques inflacionários.

Agenda de decisões

Nesta semana, investidores observam decisões de juros nos EUA, Brasil, Japão e Canadá. Especialistas destacam que movimentos de política monetária podem tentar reagir a choques de oferta, sem assumir posição sobre o fim do impasse.

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