- O Irã tem adotado uma estratégia em etapas, priorizando estabilidade regional e livre acesso ao Estreito de Hormuz antes de discutir questões nucleares.
- Segundo o professor Danny Zahreddine, da PUC-Minas, o país está “dando um nó” nos Estados Unidos nas tratativas nucleares.
- O Irã tem feito articulações com países vizinhos, com o ministro das Relações Exteriores viajando para Paquistão, Omã e Rússia em busca de apoio.
- A estratégia visa ganhar tempo e fortalecer a posição diplomática regional, mantendo o impasse sobre o programa nuclear.
- Históricamente, negociações anteriores sob o governo Obama levaram dois anos para resultar em acordo nuclear; a abordagem atual difere ao postergar temas sensíveis.
O Irã tem adotado uma estratégia calculada nas negociações com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear. Segundo o professor Danny Zahreddine, da PUC-Minas, o foco inicial é a estabilidade regional e a livre passagem pelo Estreito de Hormuz, antes de tratar de questões nucleares ou de mísseis.
Zahreddine afirmou que o Irã está “dando um nó” nas tratativas, pois negociações rápidas sobre o programa nuclear são desfavoráveis ao país. A leitura dele é de que planos mais amplos de negociação favorecem o tempo e a posição regional do Irã.
A estratégia em prática
O ministro das Relações Exteriores do Irã tem intensificado a atuação diplomática junto a Paquistão, Omã e Rússia. O objetivo é angariar apoio para uma abordagem por etapas, priorizando a estabilidade regional antes de assuntos mais sensíveis.
Essa linha contrasta com a pauta dos EUA, que tem como objetivo principal a resolução da questão nuclear. Segundo o especialista, a estratégia iraniana dificulta que esse tema seja resolvido na etapa inicial das conversas.
Historicamente, negociações entre Irã e EUA tiveram fases longas; no governo Obama, o acordo nuclear levou dois anos para sair. A leitura atual é de que o atraso pode fortalecer a posição do Irã no curto prazo, mantendo o impasse vivo.
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